Ragnarok - Regiões  

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Regiões de Khelevar




Anel de Escadar

Idiomas: Micen

Os Rasgamar são uma irmandade de piratas e assassinos que operam nas ilhas distantes. Os piratas se tornaram um problema durante o Império Yamato, quando o comércio explodiu. Embora o comércio internacional esteja renascendo apenas nas últimas décadas após a Guerra Divina, a pirataria continuou contra os assentamentos costeiros. O termo Rasgamar foi cunhado na Terceira Era e se espalhou rapidamente pelo Sul de Khelevar. A mera a menção do nome traz medo aos assentamentos costeiros.

Os Rasgamar são formados por cerca de 40 Capitães, cada um controlando um ou mais navios. Todos os anos, os despojos são contados e o capitão que roubou a maior parte do espólio recebe o título de Almirante, tornando-se o líder dos Rasgamar. O Almirante é responsável por escolher alvos para saquear, por resolver disputas entre capitães (cada capitão lida com sua própria tripulação), organizando a defesa das ilhas, e assim por diante. Ele também mantém os navios que tinha antes, portanto, pode conduzir ataques. Por lei, 10% de todo o saque vai para o Almirante, embora não isso não conte para suas "receitas" anuais; é simplesmente um pagamento de bônus. Vantagens do ofício.

O atual Almirante é um ex-oficial da Marinha de Taledrar, um mago do mar elfico. Tyerinaion se amotinou há uma década, levando sua tripulação para o Anel de Escadar. Ele se aproximou do então Almirante e pediu para se juntar à irmandade. Extremamente arrogante, o Almirante exigia saber quais talentos Tyerionaion poderia trazer para sua irmandade. Ao invés de começar uma longa lista de suas credenciais, Tyerinaion simplesmente incinerou o general, ganhando assim seu lugar na consagrada forma de "calçar as botas de um homem morto".

Com a marinha de Taledrar poderosa o suficiente para impedir seus ataques, os Rasgamar voltaram sua atenção para o Mar do Esplendor, e até mesmo o Mar Khaarthiano nos nos últimos anos. Corsários do reino do deserto ao sul de Khelevar começaram a invadir os mares reivindicados pelos Rasgamar. O Almirante Tyerinaion está dividido entre guerrear contra eles ou tentar formar uma aliança. O que ele realmente precisa primeiro é de informações confiáveis.
 

Anth Ares

Idiomas: Yama

Conquistada pelo Império Yamato por volta de -350, Anth Ares permaneceu uma grande província até a primeira década após a Guerra Divina. Percebendo que o império tinha efetivamente deixado de existir, os habitantes, a maioria dos quais eram Kamisuko mesmo, buscaram independência do governo tirânico dos imperadores de outrora. Uma cabala de comandantes militares depôs o governador regional e turbas furiosas atacaram os poucos legalistas Yamato que não se uniram à causa.

Iudor, então a maior província a sobreviver ao Fim do Mundo relativamente intacta, enviou prontamente um exército para esmagar o levante. A região sempre foi rica em metais, e o shogun de Iudor, Nakata Seiho, tinha planos de reacender o império com uma nova linha imperial, a sua própria. Os Iudoranos foram derrotados na Batalha das Colinas Médias, e os rivais de Seiho o derrubaram sob o pretexto de que suas ações haviam drenado a economia em um conflito sem sentido, uma nova forma de governo ascendeu em agora Khaez-Iudor, e a nova nação e Anth Ares rapidamente desenvolveram laços comerciais estreitos.

O koshaku Munetaka é o 25º nobre a deter o título, embora não em uma linha contínua. Desde sua independência, quando um príncipe morre, a posição é aberta a todos os kazoku da terra. A escolha final é deixada para os cidadãos, que votam em sua escolha. Os cidadãos também têm o poder de “deselecionar” o príncipe, embora esse poder não tenha sido invocado desde o reinado do príncipe Kujo, o açougueiro, em 17 TE.

Anth Ares resistiu a várias incursões de Selvagens nos primeiros anos da Terceira Era. Após uma derrota severa, os Selvagens recuaram para os pântanos, embora os batedores indiquem que sua força está quase reconstruída e há sinais de que estão se preparando para um novo ataque. Moradores locais que vivem nas Colinas Sanguelfico afirmam que os ossos dos Selvagens massacrados estão saindo de seus túmulos à noite. Vários habitantes locais foram mortos nos últimos meses e um crânio de Selvagem sempre foi encontrado junto aos cadáveres mutilados.


Cal Eteris

Idiomas: Yama

Os imperadores Yamato já governaram metade de Khelevar de Cal Eteris. Chegando ao poder há cerca de 1.000 anos, os Kamisugo eram muito mais avançados cientificamente do que os Volsungr nativos da Barreira do Mundo e vindos do Norte de Khelevar, embora talvez não tão desenvolvidos quanto as culturas ainda mais ancestrais.

Enquanto os Volsungr faziam experiências com o ferro, os Kamisugo já haviam aperfeiçoado o aço. Eles também tinham conhecimento de astronomia, matemática, filosofia natural e magia rúnica. O império Yamato começou como uma potência comercial, sua vasta frota de navios transportando quase todas as cargas marítimas pelos mares de Khelevar. Naquela época, seus navios viajavam para Leste além das águas, agora maculadas do sangue da Serpente do Mundo, bem como para os reinos do deserto escaldante ao Sul, onde comerciavam com os antepassados dos Micen.

Conforme os mercadores traziam notícias do mundo exterior e da riqueza que ele possuía, os imperadores começaram a ver o mundo sob uma luz diferente. Como o Imperador Sho I disse certa vez, "Por que pagar quando você pode tomá-lo?". Dentro de alguns séculos, muito do que agora é as Terras Centrais estava firmemente sob o controle de Yamato, e colônias surgiram até o Oeste, na área dos Ermos do Trono Negro. Nessa era, a supremacia de Yamato parecia total.

Na época da Guerra Divina, no entanto, as coisas estavam em sério declínio. Numerosas revoltas nos territórios do norte empurraram a fronteira para o sul, as Terras Invernais orientais foram conquistadas pelos exércitos de gigantes, e os Volsungr das terras à Oeste se levantaram em várias revoltas sangrentas.

O toque da morte veio durante a Guerra Divina, quando a Cidade Imperial, que já foi a maior maravilha do mundo, foi devastada de uma única vez. Estima-se que a cidade tinha uma população de mais de um milhão antes que o Ancião Nidhogg e sua prole dracônica soprassem fogo sobre a cidade. As lendas contam como o céu ficou tão escuro quanto a noite, tal era o número dos dragões. As histórias contam que menos de 1% da população ainda estava viva algumas horas depois. Toda a família imperial estava entre os mortos, e nem mesmo o celestial Ryujin escapou da ira do Dragão. Sem uma liderança central forte, as terras restantes dos Yamato no continente tornaram-se estados autônomos, como Iudor, Anth Ares e as nações que constituiriam Taledrar, ou caíram nas mãos de rebeldes Volsungr. Desde aquele dia fatídico, a cidade permaneceu pouco povoada, e o outrora grande império agora é apenas uma fábula usada para alertar as crianças sobre os perigos da ganância e do desejo de poder, pecados que desagradam em muito Bishamonten.

Hoje, a cidade é governada por um conselho de funcionários eleitos, que funciona no Palácio dos Cidadãos. Há um total de 21 assentos no conselho - 17 funcionários eleitos e quatro honorários, enviados das nações aliadas. Cada autoridade eleita serve por um período de quatro anos antes de ter que se candidatar à reeleição.

Emissários da distante Zaruhar visitaram recentemente Cal Eteris em uma tentativa de garantir apoio náutico para uma possível guerra contra os Khelos de Taledrar. Recusando-se a provocar a poderosa Taledrar, o Conselho recusou educadamente. No entanto, existem vários capitães dispostos a apoiar os Dvergar. Alguns desejam fazê-lo por amor à guerra. Outros sentem uma necessidade profunda de limpar a imagem de Cal Eteris de sua história imperial e serem vistos ajudando os Dvergar. Uma pequena minoria vê a oferta como uma admissão de que os Dvergar são muito fracos para governar sem a ajuda de Yamato.


Draxia

Idiomas: Drak

Protegida atrás da Coroa de Aço, Draxia nunca foi conquistada pelo Império Yamato. Naqueles tempos antigos, Draxia e Thorne eram uma só terra, embora os Thornins negar isso hoje em dia. O reino também escapou das piores devastações da Guerra Divina, embora tenha recebido um influxo de refugiados. Apenas no sudeste, em Karad Dahn, ocorreu séria destruição pelas mãos dos Selvagens de Vaelflare.

Draxia é uma terra de contrastes. No oeste estão ricas fazendas pontilhadas de casebres, enquanto no leste estão vastas pastagens ondulantes, lar de pastores nômades e cavaleiros. Embora ambas as áreas sejam a muito habitadas por Micens de descendência Volsungr, um povo que se chama de Drak, as duas culturas se desenvolveram de forma diferente desde o final da guerra, quando a maioria dos colonos voltou para o oeste para reclamar suas terras ancestrais. O povo oriental trocou seu gado por ovelhas e pôneis, e abandonou suas fazendas tradicionais em favor de um estilo de vida nômade, até mesmo aceitando alguns poucos vizinhos Selvagens Redimidos. No oeste de Draxia, o povo permaneceu fiel aos costumes de seus ancestrais mistos.

A terra também é dividida por motivos religiosos, com o oeste favorecendo Lofn e a capital contendo seu Grande Templo o qual a deusa visita anualmente, e o leste adorando Var e Tyr. O único deus que os dois comumente adoram é Thor, embora novamente por razões diferentes. No leste ele é o Tráschuva, que garante que a terra fértil receba chuvas abundantes, enquanto no Oeste, ele é homenageado como o Vento do Sul, que afasta o vento frio do norte da baía no inverno.

Draxia tem até dois reis. No oeste governa Rei Oddni de Lanfaeress, o homem em que a maioria das pessoas pensa quando a família real Draxiana é mencionada. Tradicionalista convicto, ele vê a Draxia oriental como atrasada e sem cultura. Governando sobre as pastagens está Thane Trand Treme-Pança, assim chamado porque quando ele ri, seu corpo corpulento estremece incontrolavelmente. Ele vê seus primos ocidentais como presos em seus métodos e incapazes de apreciar o verdadeiro esplendor da relva.

No entanto, há esperança. A única filha de Oddni, Hildegard (uma jovem corajosa com sonhos de ser uma heroína no estilo das antigas sagas), atinge a maioridade logo, e o único filho de Thrand, Harrek o Magro (um homem pálido, quase esquelético) ainda está solteiro. Se uma união for arranjada, as duas casas nobres seriam unidas pela primeira vez, unificando a Draxia sob uma única casa como a muito não o é, tão logo que um filho do casal nasça. Secretamente, Hildegard não tem planos de se casar. Seu objetivo é juntar-se ao próximo grupo de aventureiros que passar por Lanfaeress (disfarçada, evidentemente) e partir para fazer seu nome no mundo e alcançar sua própria glória.


Eladhras

Idiomas: Nenhum

Eladhras é uma densa floresta de lariços, abetos e pinheiros, intercalada com grandes depressões pantanosas. Durante o verão, os insetos zumbem aos milhões, e um grande número de pássaros migra para cá para se alimentar. A maioria dos predadores da taiga são pequenos, como carcajus e linces, embora lobos e lobos atrozes existam em pequeno número. Presas pequenas, geralmente coelhos e esquilos, são abundantes, e veados grandes migram para cá no verão para se alimentar de musgos, líquenes e novos botões. Pelo perímetro da floresta estão inúmeros menires sagrados, cada um gravado com antigos glifos élficos de poder. São essas pedras que retêm o pior da neve e do gelo quando cai o inverno.

Eladhras foi um dia conhecida como Floresta D’Elfos, lar dos maiores assentamentos élficos de Khelevar. Durante os terríveis anos da Guerra Divina, Eladhras foi golpeada fortemente pelos ataques de feras, selvagens, monstros e mortos-vivos, revidando ataque após ataque, embora os elfos não pudessem impedir a destruição de grande parte da floresta. Durante a Guerra Divina, a floresta sofreu danos consideráveis, e nem a magia e as flechas dos elfos, que viviam de forma descentralizada, foram suficientes para manter os habitantes de Eladhras a salvo do perigo.

A Guerra Divina causou uma destruição terrível em todo o continente, mas para muitos elfos a devastação que outros povos sofreram foi insignificante em comparação com a destruição quase que completa de sua cultura. Quantos morreram durante o desastre talvez nunca se saberá, mas clãs isolados inteiros foram dizimados, e apenas uma ínfima parcela de refugiados sobreviveram ao ter fugido de suas cidades sitiadas, seu êxodo comprado pelo valente sacrifício de incontáveis defensores. Esses sobreviventes migraram para as terras dos humanos vizinhos, mas como refugiados expatriados, em sua maioria se torNaram moradores de guetos ou escravos.

Desde então, a selva é evitada por outros povos, inclusive tribos ferinas de Selvagens, pois os espectros vingativos Baen Sidhe vagueiam por entre os menires, banidos do toque de Sól e sedentos pelo calor da vida. Apesar do perigo de monstros, Selvagens e espectros, aventureiros ainda são atraídos para cá pelas inúmeras ruínas que pontilham a paisagem. A maioria encontra apenas a morte, seja na forma de clima caótico ou por violência provocada pelos inúmeros predadores que vagam pelo terreno destruído. Poucos colonos vivem aqui, e mesmo os mais corajosos são sábios em evitar qualquer distância além das fronteiras mais próximas.

Boatos ainda persistem, porém, que nas profundezas da selva pequenos enclaves de elfos que se mantiveram ocultos do Fim do Mundo ainda sobrevivem. Esses “Elfos Pálidos” teriam abandonado o Sol em favor das Trevas para sobreviver, e comandam os espíritos vingativos para proteger suas terras.
  
 

Ermos do Trono Negro

Idiomas: Negev

Estudiosos debatem há muito tempo a formação dos Ermos, pois os registros antigos mostram pastagens férteis na região antes da Guerra Divina. Ainda mais estranho, mapas antigos, muitos desenhados por batedores Yamato, que eram famosos por sua precisão e atenção aos detalhes, não fazem referência à Torre Negra, tampouco às Barreiras de Barro. A teoria favorita atual é que um Deus ou Ancião pereceu aqui, queimando a terra e jogando as montanhas para cima. A única evidência para apoiar essa ideia é o Lago de Vidro, uma extensão de areia submetida a um calor tremendo, que deixou para trás um bloco de vidro sólido.

Outro folclore fala de um enxame de valquírias ou seres ígneos descendo dos céus durante a Guerra Divina, e algumas esculturas de madeira encontradas em ruínas nas proximidades de Thorne mostram claramente o que parecem ser gigantes do fogo queimando uma planície fértil com uma estrutura elevada no centro.

Outros mitos se relacionam a Baldr e Sif, esposa de Thor. Em um poema em particular, o A Passagem Flamejante, Baldr e Sif apareceram em Khelevar em forma física nos primeiros meses da Guerra Divina e travaram uma terrível batalha contra Surtr, queimando a terra em uma tentativa desesperada de impedir que suas forças avançassem para o sul. Sif teria perecido nesse embate, e os deuses erguido o Trono Negro em sua homenagem. É dito que as vezes Thor desce a Midgard para contemplar essas paisagens, e em sua angústia libera tempestades que duram por dias.

Dezenas de ruínas pontilham a paisagem. Todos são chamuscados como se por fogo, com pedras que parecem derretidas ou fundidas por algum calor tremendo. Embora ainda adequadas para exploração, as chamas apagaram todos os vestígios de gravuras ou escritos, pelo menos na superfície.

As Terras Brilhantes como são chamadas permanecem isoladas e são conhecidas apenas como um deserto árido por muitos. Apesar de ter um litoral de onde sopra o vento Sul, a chuva é extremamente rara, embora gelo se forme no topo das areias estéreis durante períodos de muito frio.

Aventureiros, atraídos aqui por contos de diamantes caídos na areia, rapidamente percebem que, apesar das temperaturas ardentes e da escassez de água, as Terras Brilhantes não são estéreis. Humanos andarilhos do deserto que se chamam de Negev dividem as areias e oásis com cavalgantes gigantes Sutak, seus poucos assentamentos postos de comércio onde viajantes estocar água e provisões. Ademais, tribos de duendes e selvagens vivem um estilo de vida nômade nas margens do deserto. Mais ao centro, horrores sobrenaturais deslizam pela areia.

O único governo verdadeiro na região é o conselho municipal do oásis de Glaston. Dez vereadores são eleitos a cada ano pela população, um para cada divindade, bem como um para Freyja e um para Sól. Todos os conselheiros têm voto igual.

 

Faéria

Idiomas: Micen

Quando O Pai de Todos desceu à Midgard junto de Var às margens do Mar do Esplendor para erigir a Porta dos Deuses, um portal da Bifrost, uma pequena cidade logo surgiu em torno da construção impressionante. Ao longo das décadas, aquele pequeno povoado floresceu em uma das cidades mais impressionantes da costa leste de Khelevar. O que antes era um enclave militarizado de campeões, paladinos e sacerdotes de guerra, que estabeleceram-se para louvar e servir os deuses junto da guarnição de Valquírias e Escolhidos enviados do Reino dos Deuses, tornou-se o movimentado centro de comércio ao longo da costa central de Khelevar, e uma das maiores cidades do continente.

Hoje, Faéria propriamente dita é dividida em duas seções: Cidade Sagrada e Cidade Livre. O antigo setor da cidade é um local devoto de adoração e estudo, com todas as construções para o imponente templo da Porta dos Deuses, erguendo-se acima da cidade na proeminente colina central. A Cidade Livre compreende as terras abaixo do penhasco, onde o escambo e o comércio mantêm a cidade à tona; essa sessão da cidade atrai todo tipo de gente, das mais diversas raças.

A Cidade Livre é dividida em quatro distritos por muralhas internas. As alas são chamadas de Alta (a área menor e habitada pelos cidadãos mais ricos), Baixa (a maior e lar da maioria da população), Mercado (o centro de comércio e lar de muitos mercadores) e Cais (mais próximo das docas). Os distritos mais próximos do porto são construídos em cima de extensas ruinas parcialmente alagadas de alguma civilização ancestral, e em alguns lugares cortiços existem nas áreas mais antigas e extensas desse subsolo, devidamente chamados de Cidade Inferior. Infelizmente, esses túneis são um ótimo lugar para se esconder, e contrabandistas, ladrões e criaturas ainda piores se escondem nas profundezas sombrias dos prédios da cidade.

Nesses distritos as muralhas da cidade cederam perigosamente em alguns lugares e foram escoradas com contrafortes improvisados, alguns dos quais bloqueiam ruas inteiras. Os edifícios inclinam-se quase ao ponto de desabar, as suas fundações enfraquecem e são sustentados por vigas e andaimes. Mesmo as ruas não são seguras, e vários buracos grandes foram cobertos com tábuas para impedir que vagões caiam. Os cidadãos geralmente ficam em áreas da cidade que conhecem, pois a cada ano dezenas são mortos quando buracos se abrem sob seus pés, mergulhando-os no labirinto abaixo.

A Cidade Sagrada também abriga os Salões da Bravura, a guarnição que recebe, organiza e comanda os Escolhidos enviados para Midgard, bem como seus aliados e servos mortais. Esses campeões protegem fazendeiros e pastores nas terras ao redor de Faéria, e são enviados em missões pelos deuses, valquírias e altos sacerdotes. Como um local sagrado para adoradores do Panteão, muitos visitam a cidade regularmente em peregrinação.

A família Draconov, que de alguma forma consegue manter o poder secular da cidade em suas mãos desde sua fundação, já foi uma família de sacerdotes de Odin, embora ninguém na família possa confirma-lo hoje em dia. Diz a lenda que eles receberam ordens de Odin para fundar a cidade em preparação para sua chegada semanas antes da Guerra Divina, e o fizeram e a protegeram durante o Fim do Mundo. Com o passar dos séculos a história se perdeu, e agora todos os outros acreditam que não passe de uma história fantástica.

É sabido que os avatares de Odin andam pela Cidade Sagrada de vez em quando, disfarçado de um viajante comum como é seu costume, ouvindo as conversas dos sacerdotes e as orações de seus devotos, antes de retornar para Asgard através da bifrost.

 

Flavastar

Idiomas: Sax

A terra hoje conhecida como Flavastar foi originalmente conquistada por Yamato. Alguns municípios foram construídos, mas grande parte do cinturão central era pantanoso e pouco adequado para a agricultura, e como tal deixado de lado. Após a Guerra Divina, a Ferida de Zaebel drenou as águas para um imenso logo, e Volsungr explorando do Norte encontraram o amplo espaço aberto e se estabeleceram em grandes números. Quando os jarls Volsungr se reuniram no conclave para fundar os Flavastar, o Alto Rei escolhido selecionou uma cidade como sua capital, e ela permaneceu o centro da cultura Volsungr moderna desde então.

Flavastar é um terreno rural, com apenas uma cidade grande e duas menores de alguma importância. O solo pantanoso foi drenado e agora os grãos são amplamente cultivados. Flavastar é uma terra problemática, porém. A Floresta do Crepúsculo há muito tempo é um espinho no lado de Alto Rei, tanto por causa dos mortos-vivos quanto da rota de comércio fluvial que passa por ela. Recursos valiosos devem ser desviados para proteger a fronteira de incursões de mortos-vivos.

A Ferida de Zaebel é o maior lago de Khelevar, grande o suficiente para ser efetivamente um mar interno. Grandes extensões do lago congelam no inverno, embora o gelo seja muito fino. As águas geladas são excelentes para pesqueiros, mas os marinheiros ficam perto da costa, pois há relatos de monstros aquáticos nas partes mais profundas. Caçadores relataram que dragões as vezes bebem do lago, talvez aninhando-se nas poucas pequenas ilhas.

Flavastar é uma terra Volsungr tradicional, e como tal enquanto o Alto Rei é capaz de defender suas fronteiras com os homens de seus Thanes, unificar as forças em um Grande Exército para atacar o Norte ou o Sudeste é um exercício em frustração. Saques menores, comandados por um ou mais Jarls locais são comuns, porém, e saqueadores fluviais já foram tão longe quanto Lutheric e Anth Ares.

Os primeiros Alto Reis tentaram impor uma cultura isolacionista, temendo que a cultura Volsungr sofresse se os estrangeiros tivessem muito acesso. Embora isso tenha garantido que a cultura Volsungr permanecesse relativamente imaculada, também significa que as relações com outras terras são limitadas. O Alto Rei Eyolf está tentando corrigir esse erro, mas enfrenta oposição dentro e fora de Flavastar. Conservadores ferrenhos argumentam que o isolacionismo não prejudicou os Volsungr e apontam para o estado decadente de Lutheric como um sinal do resultado do relaxamento das fronteiras. Eyolf também está sob pressão de Thel Astris por causa da invasão de Cal Dorth em suas terras. Embora o Alto Rei respeite a soberania de Cal Dorth, suas lealdades estão com o lado Volsungr da moeda.

Grande parte da intriga em Flavastar gira em torno da questão de estrada comerciai, mas também há partes que gostariam de ver o Alto Rei de Principado das Brumas deposto, ou que querem que o Thel Astris se torne um protetorado de Flavastar, ou que buscam depor os Alto Rei a fim de realizar seus próprios sonhos de poder, e que vislumbram uma nova e ousada expansão dos Volsungr nessa Terceira Era.
 
 

Galdari

Idiomas: Micen
Como a maioria dos assentamentos nesses dias sombrios, ela é protegida por uma paliçada, constantemente controlada pela vigilância da cidade. Dois portões permitem a entrada na cidade - um pelo leste e outro pelo oeste.

Galdari é uma “nova cidade”, construída do zero após a Guerra Divina. Embora seja inspirada na arquitetura Micen, a população é igualmente dividida Micens, Volsungr e mestiços e etnias menores. Os selvagens redimidos representam cerca de 10% da população. A cidade é governada por um conselho composto por cidadãos proeminentes, muitos dos quais são comerciantes. Em reconhecimento às contribuições dos Selvagens, sempre há um Selvagem representante no conselho.

As pastagens ao redor de Galdari são extremamente férteis e várias pequenas aldeias surgiram nas bordas externas das terras agrícolas. A expansão para o oeste alcança as florestas sul de thorne, e algumas tribos de Selvagens redimidos, enquanto ao norte um passo montanhoso alcança as terras áridas dos Ermos, e as tribos Negev. A maioria dos cidadãos vive da pesca, vendendo suas mercadorias a mercadores que navegam entre Galadring e Faéria. Embora muitas aldeias ao longo das margens do Mar do Esplendor ofereçam serviço semelhante, os cidadãos de Galdari dominaram a arte de preparar alimentos, temperando seus peixes com variedades de ervas e especiarias que os tornam famosos pela costa.

Apesar da população ser mista, Galdari abriga o maior número de Skalds, normalmente associados às comunidades Volsungr, de qualquer assentamento nas Terras Centrais. Um total de 5% da população são Skalds ou poetas de alguma estirpe. Ninguém se lembra de como a forma incomum de governo começou, mas Galdari não é governado por um nobre hereditário ou rico proprietário de terras. Em vez disso, a cidade é administrada por um Skald. Todos os anos, depois que as colheitas são coletadas nas aldeias periféricas, os cidadãos realizam um festival de música, canto e poesia de três dias, no qual qualquer skald pode competir. O vencedor, julgado por seus pares, torna-se o governante do assentamento no ano seguinte, detendo o título de Lorde ou Lady Skald. Muitos acreditam que a tradição foi um mandato, ou introdução, da deusa Lofn ou do falecido deus Baldr, e muitos Skalds pregam que Lofn manifesta um avatar na cidade durante esses eventos, inspirando uns poucos seletos. A atual Lady Skald é Aenellion Nimbelough, uma elfa da luz, que derrotou o Lorde anterior (e vencedor por seis anos consecutivos), o compositor Jakob, por uma grande maioria. Seus críticos afirmam que ela é uma má administradora, mas sua bela voz cativa a todos que a ouvem.

Esse não é o único costuma incomum da cidade, porém, pois seu costume com imigrantes é igualmente único, um sinal de novas tradições da Terceira Era. Em vez de permitir a entrada de refugiados na cidade principal, o governo de Galdari, providenciou a construção de Galdari Norte, um vilarejo próximo. Aos refugiados são dadas duas opções - ou eles usam todas as economias que têm para construir novas fazendas cooperativas e ajudar no sustento da cidade ou morrem de fome. A maioria escolhe sabiamente e escolhe a primeira opção. Os refugiados não são pagos por seu trabalho, mas ficam com sua produção. Qualquer excesso pode ser vendido ou negociado nos mercados. Claro, ainda se espera que os refugiados paguem seus impostos como qualquer outro cidadão de Galdari.

 

Kaartha

Idiomas: Dersha

Kaartha é um baronato independente de Lutheric, governado por nobres hereditários logo após a Guerra Divina. Apesar de toda a fala sobre a opressão Yamato dos Volsungr durante sua conquista das Terras Centrais, aquelas tribos Volsungr no que agora são Flavastar negociaram com seus vizinhos Yamato pacificamente. Muita da verdadeira opressão ocorreu bem no oeste, sob as mãos de seu próprio povo.

Kaartha foi fundada durante a Guerra Divina. Com os senhores de Dersha lidando com os exércitos dos Gigantes, a capitã Kaartha, uma carismática navegante e saqueadora, juntou uma armada de seguidores e secessores e fugiu para o leste, tomando a cidade de Kryger de assalto. Não querendo massacrar mulheres e crianças inocentes, as forças de Kaartha os subjugaram como escravos e servos.

Após o fim da Guerra Divina, os cidadãos de Kryger receberam a liberdade e a chance de jurarem sua lealdade ao novo governo ou partir para as terras devastadas de Dersha. Esse gesto magnânimo estava longe de ser caridoso, pois os locais enfrentavam o prospecto de servidão ou de encarar uma terra desestabilizada e desprovida de recursos. Kaartha tornou-se um protetorado, governado por um barão próprio, mas ainda tecnicamente vinculado a Kryger e sujeito às suas leis.

Durante as Revoltas da Marreta entre 40 e 60 TE, os cidadãos enviaram tropas para o jarl Skorn Øystæin em troca de uma promessa de reconhecimento de sua independência e aliança em pé de igualdade como um baronato independente cujos governantes teriam direitos plenos de acordo com seu título, algo que os Øystæin aceitou de bom grado em troca de machados extras.

O domínio é atualmente governado por um regente. O senhor anterior morreu antes que seu único filho atingisse a maioridade. Enquanto poucos visitantes vem à Kaartha visitar suas terras nubladas e arquitetura tediosa, muito do que ocorre nos mares do Oeste acontece em navios Kaarthianos. O comércio com Lutheric, Draxia e Galadring é constante, e os mais intrépidos mercantes já chegaram até à distante Taledrar, trazendo contos de gladiadores e mares banhados de vermelho.

A fofoca comum diz que Kaartha tem leis severas, mas justas, e que o crime é mínimo em comparação com outras cidades de tamanho semelhante. A verdade, porém, é completamente diferente. Os impostos são altos, os dissidentes que falam contra o regente desaparecem de suas casas à noite e soldados fortemente armados patrulham as ruas. Infrações menores da lei são punidas rapidamente, mas as prisões estão surpreendentemente vazias.

O reino é governado por Orol Drakestaff, que se autodenomina o título de Regente. O último governante, o Barão Godwin Matharsun, morreu há 15 anos de causas naturais, deixando apenas um filho, Pendel, como herdeiro. Drakestaff, um conselheiro sênior do barão, reivindicou o título de regente, prometendo renunciar quando Pendel atingisse a maioridade (a mãe de Pendel havia morrido anos antes). Esse tempo agora se aproxima.

O regente Drakestaff afirma que os criminosos são proibidos "para o bem da sociedade e para proteger o reino de Lord Pendel", mas eles são secretamente enviados para minas de escravos em Brokentail, forçados a trabalhar em condições adversas até o dia de sua morte. Aqueles condenados à prisão em Kaartha nunca são libertados enquanto seus corações batem.

As aldeias ao redor de Kaartha, que respondem por um quarto da população do pequeno reino, são governadas por “huskarls” nomeados por Drakestaff. Supostos guardiões da terra, eles são pouco mais do que ladrões bem armados, enriquecendo com os altos impostos e os lucros das minas de escravos. Pior ainda, Drakestaff fez acordos secretos com tribos de duendes. Eles secretamente se aglomeram em cavernas de Brokentail, prontos para o dia em que Drakestaff planeja soltá-los contra Draxia ocidental, terras que há muito tempo ele cobiça pelo bom solo.

 

Khazad-Tor

Idiomas: Vanar

Uma cidade gelada enfiada nas íngremes montanhas e cumes da Coroa de Ferro, Khazad-Tor é considerada por muitos como a pátria dos gigantes. Khazad-Tor, em seu estado atual, passou a existir antes da Guerra Divina, quando um vulcão entrou em erupção, abrindo um caminho para Midgard vindo do Reino da Terra.

Gigantes rapidamente descobriram e colonizaram a região repleta de recursos e atividade vulcânica, e a usou como base para ataques contra Khelevar ocidental. Durante a Guerra Divina, gigantes partidários dos deuses fizeram um acordo com os Escolhidos de Thor, e as forças combinadas usaram o portal de Khazad-Thor para tomar de assalto o coração do lar dos gigantes leais aos Antigos. Em troca, os Gigantes de Khazad-Tor foram permitidos manter suas terras em Midgard como aliados dos deuses, e viriam a ser os precursores dos Redimidos.

As décadas após a Guerra Divina viram a fortuna dos gigantes crescer, e sua terra crescer de uma cidade-estado que era pouco mais que uma ponte de lançamento de saques, para uma verdadeira nação nas montanhas, com assentamentos e terras gélidas e duras, mas ricas devido à atividade vulcânica.

Hoje em dia, os gigantes desceram as montanhas para Draxia, Thorne e os Ermos, apesar de que os conflitos sazonais com os Volsungr tradicionais de Lutheric mantenham os dois povos tensamente afastados. Os gigantes tem aproveitado esse contato para exportar sua exímia ferraria, aprimorada como é pela abundância de riquezas minerais de seu lar vulcânico, e na Costa Oeste “forja-gigante” é sinônimo de aço de qualidade excepcional.

Nobres de Lutheric, que se opõem ao seu violento e cruel Alto Rei, escreveram para Khazad-Tor buscando ajuda para derrubar o tirano. No retorno, eles oferecem aos gigantes a chance de expandir seu reino nas terras baixas e cessação de hostilidades com os jarls locais. Os humanos nunca agiram assim antes, e Rei da Montanha Bonfjanold suspeita que isso seja uma armadilha projetada para atrair seus guerreiros para o planícies abertas, onde serão alvos fáceis.

Os conselheiros mais leais de Bonfjanold estão tentando alerta-lo de uma potencial guerra comercial iminente com o assentamento de Ghorge, que igualmente exporta produtos gigantes, mas o rei mostra pouco interesse. Elementos mais rebeldes (que se chamariam de patriotas) podem em breve levar os assuntos as próprias mãos.
 
 

Lutheric

Idiomas: Dersha

Lutheric já fez parte de uma região maior, embora nunca coesa, dominada pela etnia Hrokan, parentes dos Volsungr, chamada de Dersha. Considerando que as Terras Centrais foram semi-colonizadas pelos invasores Yamato, suas tentativas de colonizar as terras do corvo rei encontravam-se com fracasso constante. No final, os Yamato deixaram os bárbaros à sua própria sorte e optaram por fortificar sua fronteira em vez de travar guerras caras para garantir um território que carecia de recursos naturais valiosos.

Quando os Volsungr migraram em massa para Sul, muitos migaram para Oeste além do Espelho de Khelev, e encontraram seus parentes Hrokan na região de Dersha. Apesar de conflitos sangrentos, os dois povos acabaram por misturar-se, e os Hrokan, em menor número e menos avançados tecnologicamente, foram efetivamente absorvidos por seus primos.

Durante a Guerra Divina, os nativos de Dersha lutaram contra os horrores do norte com todas as suas forças, mas a um custo terrível. Centenas de milhares foram massacrados e os sobreviventes foram forçados a fugir para as montanhas de granito. Assim que a ameaça terminou, eles voltaram para sua terra natal e começaram o lento processo de repovoá-la.

À medida que os invernos se prolongavam, os Dershar (como preferiam ser conhecidos) tornaram-se mais beligerantes. Várias guerras não provocadas com Khazad-Tor e Kryger terminaram em impasse. Em vez de continuar a martelar seu vizinho do sul, os Dershar voltaram suas atenções para dentro. Uma série de campanhas levou a terra à efetiva guerra civil, com alianças diversas de jarls em guerra uns com os outros. O jarl Skorn Øystæin saiu vitorioso após uma longa e sangrenta campanha, e uma nova nação unificada, Lutheric, emergia das ruínas.

Os Dershar adoram o panteão padrão, mas diferente de outros povos descrevem os deuses como sendo dracônicos na aparência. De acordo com lendas antigas Hrokan, os deuses se uniram a certas famílias originais (a nobreza), passando uma fração de seu poder. Embora a nobreza não mostre habilidades especiais, eles continuam a seguir essa crença. Como resultado, as heráldicas são sempre dracônicas e muitos nobres têm tatuagens de dragões em seus braços e rostos.

Ao contrário de muitos outros reinos, os cidadãos de Lutheric adoram a Serpente do Mundo abertamente. Os Dershar não veneram o inverno eterno, nem a destruição da árvore do mundo, mas respeitam tamanho poder. Usuários de magia anciã dracônica são então vistos como arautos, uma ponte e barreira que não representa a Serpente perante os mortais, e sim os mortais perante a Serpente.

Lutheric é agora governada por um Alto Rei, enquanto tribos individuais tem seus Thanes. O Alto Rei tem o direito de tributar seus súditos como desejar, exigir deles o serviço militar e assim por diante. Na realidade, seu poder se estende apenas até onde seu exército alcança, pois os Dershar não se curvam de bom grado a nenhum homem, independentemente de seu direito de primogenitura.

O atual Alto Rei Rigald Aurnaumr é um governante severo, sujeito a acessos de raiva desenfreada. Três de seus quatro filhos foram executados por suas próprias mãos, não por causa de qualquer conspiração para derrubá-lo, mas no caso de eles terem pensado em derrubá-lo. Seu filho restante, Piotr, é herdeiro do trono, mas vive como um prisioneiro virtual na capital.

O Alto Rei passa muito pouco tempo na capital. Em vez disso, ele e sua comitiva viajam constantemente pelo reino, contando com a nobreza para abrigá-los e cuidar deles. Seguindo um padrão não estabelecido e viajando leve e rápido, o Alto Rei mantém seus nobres de pé e sempre prontos para recebê-lo. Tal atividade também diminui a inquietação, pois nenhum nobre sabe quando o Berserkr pode aparecer em sua porta.

Cada vez que Aurnaumr entra em uma aldeia, ele organiza um espetáculo sangrento. O thane governante deve enviar um único guerreiro para lutar até a morte. Os impostos para o próximo ano são ponderados com base em quão bem o guerreiro luta. Aqueles que mostraram valor e habilidade ganham a seu povo impostos reduzidos por meio de sua morte. Covardes e aqueles que o Alto Rei mata com muita facilidade devem pagar taxas inflacionadas tanto pelo insulto quanto porque seus homens são fracos, indignos de serem Dershar. Alguns contos afirmam que Aurnaumr se banqueteia na carne de campeões dignos, para absorver sua força. Certamente isso não seria estranho vindo dele.

 

Norte Indomado

Idiomas: Nenhum

Escondido atrás dos penhascos imponentes do Muralha de Gelo está o Norte Indomado, uma vasta extensão de terra e mar mantida nas garras do inverno permanente. Antes da Guerra Divina, o Norte Indomado era diferente. As terras ao norte de Khelevar, levavam eventualmente à Parede do Mundo, a cadeia de montanhas e geleiras que descansam sobre o corpo da Serpente do Mundo. Lendas antigas falam sobre este lugar, e até mesmo os Skalds do sul cantam sobre sua beleza mítica.

Tudo começou quando os Volsungr nativos começaram a fugir para o sul em massa, após um evento repentino e inesperado. Um dia a terra estava fria, mas confortável (para essa raça do norte), no dia seguinte estava extremamente fria e estremecia. A Serpente do Mundo começava a acorda, montanhas rangiam e desmoronavam, o chão se abria, e demônios vinham de além das barreiras do mundo.

Durante a Guerra Divina, quando a Serpente se ergueu, o Norte Indomado expandiu-se a uma taxa alarmante, vindo além da realidade. Chuva de fogo frio, temperaturas baixas o suficiente para congelar a carne exposta em segundos e ventos de furacão carregando partículas de gelo afiadas rasgaram a paisagem, obliterando tudo em seu caminho. Então, quando a Guerra Divina terminou, a cadeia de montanhas chamada de Muralha de Gelo surgiu através dos esforços de Freyja, criando uma barreira quase intransponível entre Khelevar e o Norte Indomado.

Com muitos registros perdidos ou destruídos nos conflitos sombrios, ninguém tem certeza de quão longe vai o gelo, mas palpites bem informados os colocam a muitos milhares de quilômetros. Os Yamato, os maiores exploradores da era antes do Norte Indomado, nunca alcançaram o gelo do norte, e as culturas que existiram aqui nunca se comunicaram com o Khelevar do sul.

Nem mesmo os Volsungr estão totalmente certos das distâncias envolvidas, pois eles se moveram para o sul por meses a fio, sempre um passo à frente do Norte Indomado. Alguns tipos aventureiros exploraram apenas uma pequena fração dos resíduos invernais, mas o que eles encontraram lá fez com que mais de um observador morresse de medo. Quais horrores podem existir em direção às bordas do mundo, é melhor imaginá-los ao lado de um fogo quente longe do vento uivante do Norte Indomado.

A geografia é mais bela, perigosa e perigosa do que até o skald mais habilidoso pode imaginar. Os exploradores falam de muitas maravilhas estranhas, mas sempre com admiração e medo em suas vozes. Existem faixas de gelo navalha maiores do que os países e que tornam o progresso em direção ao fim praticamente impossível. Vulcões elevados expelem fogo frio e neve derretida no alto céu nublado. Grandes rios de fogo frio, nos quais banham salamandras de fogo frio, queimam de um branco azulado, mas fluem pela paisagem como água. Montanhas majestosas se erguem mais altas do que até mesmo os picos mais altos das Terras Centrais, suas pontas afiadas parecendo navalhas no horizonte distante. Campos de gelo e neve tão inexpressivos e tão vastos que a vista pode levar um homem à loucura.

E sempre no horizonte distante, visível apenas nos dias mais claros, está a barreira entre as realidades, o véu negro onde Midgard acaba e o terrível espaço entre as estrelas começa. Desaparecendo rapidamente nas nuvens cinzentas, a imagem é carregada como uma aurora no céu, revelando segredos terríveis antes de desaparece num lampejo.

 

Principado das Brumas

Idiomas: Dersha

Na maior parte norte das Terras Centrais, o Principado das Brumas nunca fez parte do Império Yamato, que apenas protegia a fronteira dos bárbaros, seus jarls e campeões. O Principado das Brumas moderno deve sua existência a um descendente distante de Alto Rei Knui. Os primeiros colonos Volsungr buscaram explorar os recursos naturais inexplorados de Eladhras e rapidamente reivindicaram uma grande extensão de terra na fronteira com a floresta como sua.

Os elfos de Eladhras pensavam diferente. Depois de vários confrontos sangrentos, o Alto Rei, Snorri Adricsunu, acampou fora da floresta com seu exército e exigiu a rendição do Rei Solar, para que suas forças não queimassem a floresta. Uma semana depois, sem resposta, Snorri ordenou que o acampamento fosse desmontado, sem dar nenhuma razão, a não ser que não seria do interesse de seu povo irritar os elfos. Muitos de seus guerreiros suspeitaram que ele havia sido enfeitiçado por alguma grande magia élfica, embora seus clérigos não pudessem encontrar nenhum vestígio de qualquer feitiço ou compulsão colocado nele. Desde aquele dia, os Volsungr e os elfos viveram pacificamente como vizinhos. Após a morte de Snorri, foi proibido pela lei real (uma lei rapidamente aprovada pelo Alto Rei Volsungr) que qualquer membro da família governante colocasse os pés dentro de Eladhras, embora ninguém vivo hoje se lembre do motivo disso.

A Guerra Divina viu a região esparsamente habitada por tribos ficar quase deserta. Espalhadas pela paisagem estão inúmeras ruínas de vilas destruídas, cidades destruídas e castelos e torres em ruínas. Hoje o povo sobrevive da pesca nas ricas águas da Ferida de Zaebel e Espelho de Khelev, derrubando madeira da Floresta de Pedra e vendendo peles. Ele mantém uma parceria comercial com Flavastar.

Gigantes atacam a região norte, e Selvagens e outras Crias infestam muito da região Leste, e o fazem em números cada vez maiores. Embora a fronteira norte tecnicamente se estenda ao sopé das Muralhas de Gelo, o pai de Alto Rei Knui, Gilling Halfdansunu, começou a construção de uma fortificação poderosa, o Scieldvollr mais ao sul. Apenas caçadores e alguns fazendeiros resistentes vivem ao norte desta barreira. Para a maioria dos outros cidadãos, esta região distante de Principado das Brumas é território estrangeiro, e quem deseja viver é bem-vindo ao terreno inóspito.

O Alto Rei Knui Gillingsunu é o governante do Principado das Brumas. Como seus predecessores, ele tem que enfrentar os jogos de seus jarls por mais poder. Knui tem uma personalidade dominadora, embora também saiba como manipular seus nobres para atender às necessidades de Principado das Brumas. Os jarls são normalmente deixados por sua própria conta, a menos que suas ações ou omissões afetem o Principado como um todo.

Leirvik é a capital de Principado das Brumas e a sede de Alto Rei Knui. Uma grande cidade fortificada na costa do Mar Interior, Leirvik mantém uma grande frota pesqueira. A cidade fica em um porto natural e tem uma longa praia de seixos rasa, conhecida como Strand. Não há cais ou molhes, e os navios são simplesmente içados para a praia e carregados com pedras para evitar que sejam carregados pela maré alta ou ventos fortes.

No último dia de cada mês, Knui dá uma festa, para a qual convida os vários nobres, magos rúnicos, mercadores ricos e qualquer outra pessoa que tenha chamado sua atenção. Negócios pródigos são focos de fofocas e maquinações políticas. Knui proíbe qualquer conversa sobre a invasão orc nessas reuniões, algo que os nobres orientais se ressentem, pois é uma das poucas vezes que eles podem obter acesso ao rei.


Principados de Khaez-Iudor

Idiomas: Yama 

Khaez-Iudor já foi uma grande província do Império Yamato. As fronteiras já se estendiam ao norte até a Muralha de Gelo. O território do extremo norte foi abandonado mesmo antes da Guerra Divina, quando os exércitos destruídos de Iudor lutaram para defender até mesmo as regiões centrais de Gigantes e bandidos. Embora a atual fronteira norte englobe terras através do Diadema de Prata, há poucos colonos aqui, e nenhuma fortificação. Para todos os efeitos, o Diadema de Prata marca a verdadeira fronteira.

Iudor conquistou a independência logo após a Guerra Divina, o shogun Nakata Seiho se declarou rei após a notícia da destruição da Cidade Imperial chegar à costa. Dado que ele já controlava a província, os cidadãos viram isso simplesmente como uma mudança no título, em vez de qualquer tipo de golpe. A maioria estava simplesmente grata por ter sobrevivido à Guerra Divina relativamente ilesa.

Iudor sempre teve problemas com Gigantes, que habitam as montanhas de granito em grande número. Com o Mandato Divino ordenando a aceitação dos povos Redimidos, tribos de Gigantes separadas do louvor dos Anciões foram aceitos em Iudor, e ao início da Terceira Era, uma cruzada liderada pelo então shogun, Nobutake II, junto com a chefe guerreira Bandr, expulsou as tribos beligerantes de volta às montanhas profundas. Lentamente no início, mas com velocidade crescente, novas aldeias surgiram nas muitas colinas que antes eram dominadas pelos Oni, as Crias Anciãs. Em sua maior parte, as aldeias cresceram e prosperaram e, em poucos anos, os ataques eram apenas uma memória ruim. Os gigantes remanescentes foram abertamente integrados na nova nação, que teve seu nome alterado para Khaez-Iudor. Pela primeira vez em séculos, a paz reinou em vez do medo e do derramamento de sangue.

Tudo isso mudou há vários meses, quando caçadores e caçadores avistaram grandes grupos de Onis perambulando pelas fronteiras. Pouco depois, gigantes e monstros começaram a atacar vilas e fazendas remotas, massacrando todos que estavam em seu caminho. Depois de quase metade de uma vida humana, os Oni voltaram.

Nobutake III, o atual rei, não tem a ambição e a visão de seu pai. Ele prefere caçar do que planejar uma campanha militar, dançar com as damas da corte a sujar sua lâmina na guerra e se esconder entre seus livros a admitir que os Oni estão voltando. Mesmo a recente maré de refugiados vindo das Fronteiras Ocidentais não o fez se mexer. As terras do Oeste estão inundadas de sangue humano e gigante, e ecoam os gritos de guerra dos servos dos Deuses Antigos.

Quando Khaez-Iudor declarou independência, um conselhonobre, o Kazoku, foi criado para garantir que o monarca não se tornasse um tirano. Khaez-Iudor foi dividida em sete condados e cada Hakushaku recebeu um voto igual no Conselho. Em Khaez-Iudor, o filho mais velho do rei assume o título de Hujaku, e filhos mais novos recebem o título de Koshaku. Como tal, Hakushaku é o mais alto nível de nobreza aberto a não membros da realeza. Com o passar dos anos, mercadores ricos e clérigos e magos poderosos conquistaram assentos no Conselho. O número atual de membros é de 26.

 

Terras Centrais

Idiomas: Yama e Micen

Conquistada pelos Yamato, a região permaneceu no Império até a Guerra Divina. Enquanto os exércitos dos Deuses Antigos avançavam para o sul, eles causavam terrível destruição, eliminando a maior parte da população. Os que não morreram fugiram para o sul.

Quando a guerra terminou, sobreviventes e colonos voltaram para reivindicar o território, mas ataques de selvagens do sul e mortos-vivos ao redor do centro, combinados com nenhuma autoridade central, tornam as Terras Centrais um lugar perigoso para viajar, quanto mais viver.

Nenhum governante isolado controla o domínio, e as aldeias e cidades dentro de suas fronteiras mantêm lealdade apenas a si mesmas (embora as cidades maiores tenham aldeias remotas associadas a elas). Desde a Guerra Divina, os assentamentos prosperam com sua independência.

 
Thel Astris
A cidade de Thel Astris fica em uma chapada solitária chamado de Topo. Construída muito antes da Guerra Divina, Thel Astris fica no afloramento, isolado das terras abaixo. A única rota de acesso a Thel Astris é por uma trilha longa e sinuosa chapada acima. Os viajantes terminam sua jornada em uma ponte longa e arqueada, cujos apoios ficam em afloramentos menores.

A própria Thel Astris está contida em um recinto murado, conhecido localmente como quebra-vento, que a cerca dos quatro lados. Situado na parte traseira do planalto está um grande edifício encimado por uma enorme torre. O prédio agora serve como prédio do governo, mas a torre em si permanece sem uso. A cidade atual é dividida internamente por uma parede circular. Os prédios ao redor da torre são, sem dúvida, os mais antigos e também os melhores em termos arquitetônicos. Conhecida sem imaginação como a Cidade Velha, é o lar dos ricos e poderosos da sociedade.

Cobrindo a maior parte do planalto está a Cidade Nova, um sistema bem delineado de ruas ladeadas por casas e lojas. Uma larga avenida vai do pináculo até a ponte em uma linha perfeitamente reta. No centro da Cidade Nova, logo na saída da avenida, fica uma área aberta conhecida como Mercado. A posição elevada da cidade significa que é mais fria do que as terras sobre as quais se eleva, e um clã de Dvergar tem um assentamento aqui. Enquanto alguns vivem na superfície, a maioria mora dentro do Topo.

O governante da cidade, o conde Baldar Anthwine, recentemente aprovou uma lei permitindo que os anões paguem menos impostos em troca de manter as estradas. Embora alguns cidadãos humanos se ressintam disso, a grande maioria sabe que a habilidade dos anões fará bem para a cidade.


Cal Dorth
Cal Dorth fica na estrada comercial de Bas Íris para Flavastar, e entre Diadema de Prata com Saar Thraz, e como tal serve como um ponto de parada conveniente para os comerciantes. Apesar de ter poucas terras agrícolas decentes, as colinas ao redor de Cal Dorth são perfeitas para o gado pastando e a cidade ficou rica.

O Conde Froech é um Guardião do Conhecimento e usou sua riqueza pessoal para fundar a Casa do Conhecimento. Extremamente educado, dizem que não há nenhum assunto sobre o qual ele não possa conversar como um especialista. No entanto, ele é um administrador pobre e deixa a gestão de Cal Dorth para um conselho de pastores. O conselho é uma plutocracia, o que significa que apenas os mais ricos podem participar dele. A cada ano, um dos cortesãos do conde faz um inventário de todos os rebanhos. Os dez pastores com os maiores rebanhos ou rebanhos recebem assentos no conselho.

Como Bas Íris, a cidade tem um fluxo de refugiados. O conde anexou recentemente as colinas ao leste até as montanhas, e refugiados que juram fidelidade à cidade e pagam seus impostos recebem uma pequena parcela de terra para chamar de seus. Conforme Bas Íris diminui, Cal Dorth está se expandindo. Em pouco tempo, a cidade pode se tornar um reino por si só.

Naturalmente, existe alguma tensão entre os habitantes da cidade e os recém-chegados. No momento, nenhum recém-chegado faz parte do conselho, mas várias aldeias estão agora formando cooperativas, combinando seus rebanhos sob a autoridade de uma única pessoa para obter riqueza suficiente para ganhar um assento.

Todos os anos, Cal Dorth hospeda o Mercado de Lã, um grande festival para Odin no qual os pastores vendem sua lã e gado aos mercadores visitantes. Além do mercado, o conde paga por uma grande feira, cuja peça central é uma grande justa aberta a qualquer um que tenha um cavalo, uma lança, um escudo e coragem para participar. A justa provou ser tão popular entre cavaleiros que foi dividida em Justa Menor e a Grande Justa. O Justa Menor é aberta apenas para aqueles com habilidades marciais limitadas, gente que basicamente não se importa com alguns hematomas e as risadas da multidão. A Grande Justa, porém, atrai muitos cavaleiros das terras do sul, bem como paladinos das ordens sagradas, e é um evento muito sério, com muita honra e ricos prêmios em jogo.


Saar Thraz
O primeiro assentamento a ficar no local foi um entreposto comercial de Yamato. Este rapidamente cresceu e se tornou uma cidade considerável, ocupando o que era então uma vasta planície costeira. Grande parte da cidade foi destruída durante a Guerra Divina. Décadas se passaram antes que alguém construísse aqui novamente, o povo das Terras Centrais não desejando perder tempo escavando os escombros. Os novos colonos eram piratas em busca de um lugar para chamar de seus, e as ruínas lhes serviam perfeitamente. Nos últimos 50 anos, a cidade foi reconstruída e as ruas limpas de escombros.

Saar Thraz se autodenomina uma “cidade livre, onde todos são bem-vindos”, mas na verdade é um covil de assassinos, ladrões, assassinos, piratas, contrabandistas, mendigos e outras ralé. Pode-se pensar que a cidade não tem lei, mas na verdade ela é governada com uma mão de ferro por um indivíduo misterioso conhecido apenas como Lord Mãonegra.

Os cidadãos são livres para agir como quiserem, desde que o comércio não seja interrompido. Aqueles que desrespeitam a lei são sumariamente executados e seus cadáveres exibidos na praça principal. Os navios que não desejam pagar os altos impostos em Faéria, ou que têm cargas que preferem não levar pelos canais legais, são bem-vindos em Saar Thraz (com todos os perigos que isso pode trazer). Lord Mãonegra cobra apenas uma fração dos impostos que Faéria cobra, mas o comércio frequente o tornou um homem rico.

Saar Thraz fica em ambos os lados do Correprata, e três pontes, para não mencionar alguns túneis, permitem a passagem entre as margens. As docas estão situadas antes das pontes, que são muito baixas para permitir a passagem de navios com mastros. Grande parte da cidade é construída em terreno plano na beira das falésias, mas a expansão em algum ponto no passado distante levou à construção de ruas e casas nas faces das falésias.

Embora signifique uma longa escalada, os cidadãos mais ricos preferem viver nas encostas mais altas dos penhascos, imaginando que a maioria da escória abaixo não se importaria em fazer a escalada quando há alvos adequados para roubo nas encostas mais baixas. Há também um ditado que diz que a sujeira só flui morro abaixo.

Lord Mãonegra, um autocrata, raramente lida diretamente com os cidadãos, deixando isso para seus guardas leais e brutais, a Guardanegra. Os poucos cidadãos que conheceram o governante e viveram para contar a história afirmam que suas mãos estão enegrecidas e murchas e, obviamente, presumem que seu título não é seu nome verdadeiro. Muitos cidadãos afirmam que Mãonegra é um mago por causa de sua conhecida fascinação por relíquias mágicas, embora ninguém nunca o tenha visto fazer mágica. Para a maioria, ele é apenas uma figura sombria que cobra os impostos e os deixa continuar com seus negócios de matar e roubar uns aos outros. Lord Mãonegra fez vários acordos com a poderosa guilda de ladrões em Faéria e é o verdadeiro poder por trás do contrabando intensificado operações.


Bas íris
Bas Íris fica na orla dos Campos em Mar e é o primeiro assentamento livre digno de nota ao Norte de Taledrar. É também uma cidade que está entrando em seus anos de crepúsculo. A cidade excedeu em muito sua capacidade de abrigar refugiados vindos do Sul. Centenas de almas desesperadas vivem do lado de fora em tendas, sobrevivendo da caridade e da pouca comida que podem recolher da paisagem circundante. A área tornou-se conhecida como Vila das Tendas. Os portões da cidade são fechados à noite, mas a guarda da cidade patrulha o perímetro o tempo todo, pois na Vila das Tendas, um pedaço de pão preto ou um pedaço de carne rançosa é motivo suficiente para cometer um assassinato.

No interior, a cidade é dividida em Bairro Alto, que abriga os ricos e poderosos, bem como os armazéns dos mercadores, e a Cidade Velha, onde a maioria das pessoas faz suas casas.

Enquanto o Bairro Alto permanece sem aglomeração (os cidadãos se recusaram a permitir que refugiados vivessem lá), a Cidade Velha está repleta de pessoas, a maioria das quais são refugiados que fogem de suas casas nos Campos em Mar. Os ricos de Bas Íris nunca caminham pela Cidade Velha sem guardas armados.

A doença é um problema constante, assim como o nível de criminalidade sempre crescente. As taxas de homicídios dobraram, com cidadãos matando uns aos outros por um pedaço de pão, e os roubos aumentaram muitas vezes, pois os cidadãos roubam uns aos outros para penhorar bens a fim de comprar comida. Dezenas de cidadãos desaparecem todas as noites. Muitos são simplesmente assassinados por suas poucas posses, seus corpos jogados nos esgotos sobrecarregados, mas alguns são sacrificados pelo número crescente de cultistas ou, o que é mais doentio, tornam-se parte da cadeia alimentar.

Apesar de estar rodeado por boas terras agrícolas, o afluxo de pessoas tem levado a um suprimento de alimentos muito baixo e a fome é um problema constante. Motins por comida estouraram várias vezes, a última tendo que ser reprimida com força letal para restaurar a ordem na cidade. Enquanto isso a sombra da máquina de guerra de Taledrar se mostra no horizonte.


Taledrar

Idiomas: Khelev
O império do rei Kritodemos é o maior a surgir em Khelevar desde o Império Yamato, que ruiu há séculos antes do advento da Guerra Divina. O governo do Falcão Negro começou com o regicídio, um golpe sangrento fomentado pelo ambicioso jovem Príncipe Kritodemos. Embora Taledrar tenha mostrado um temperamento combativo antes do golpe, nos sessenta anos desde que Kritodemos subiu ao poder, Taledrar passou a controlar a maioria das nações do sudeste do continente, e o velho astuto monarca continua a estender seu império a cada ano que passa.

No entanto, apesar do nome, o Império de Taledrar está repleto de lutas internas e manobras políticas. Embora Kritodemos governe com mão de ferro, as nações membros do Império mantêm certo grau de autonomia, especialmente aquelas que provaram seu valor no serviço ao império. Algumas culturas prosperaram sob essa estrutura. Os refugiados élficos vindos de Ulivedrar, são um exemplo. Outros, como a recém-anexado Ankila, sofrem mais profundamente com a tensão entre sua posição no império e o jugo cruel do Falcão Negro. Desde que Kritodemos assumiu o trono em 30 TE, seu império cresceu para incluir cinco nações e uma cidade-estado além da própria Taledrar.

Mesmo enquanto Kritodemos aumenta seu alcance, ninguém no império desconhece sua idade avançada e a falta de um herdeiro. A disputa cruel por posição entre seus conselheiros de maior confiança é amplamente conhecida, tendo se tornado assunto de incontáveis versos, canções, peças e gracejos. Muitos dos nobres mais proeminentes, incluindo os generais dos exércitos do Império, traçaram planos para ascensão ao poder após a morte de Kritodemos, especialmente se ele morrer sem um herdeiro. As manobras permanecem principalmente a portas fechadas por enquanto, embora mais do que algumas tentativas de assassinato tenham sido feitas nos últimos meses, algumas astutas e outras desajeitadas.

O Falcão Negro está totalmente ciente do clima político atual. Ele não conquistou seu trono e o manteve por seis décadas sem ser incrivelmente experiente politicamente. O imperador nunca falou publicamente sobre o futuro da Império após sua morte. No entanto, as pessoas mais próximas dele sabem que ele tem vários planos próprios. Sua esposa mais recente, Imperatriz Actaëe, é sua esperança final de conceber um herdeiro legítimo e, se isso não acontecer, Kritodemos tem outros candidatos em mente para assumir o poder assim que ele se for, incluindo a rainha. Claro, tudo isso pressupõe que o Falcão Negro deixe este mundo: Kritodemos pode muito bem ter algum meio de enganar a morte e alcançar a imortalidade que ele certamente anseia.

Grande parte de Taledrar consiste em pradarias abertas e ricas terras agrícolas, sendo responsáveis por uma parte significativa da força econômica da nação. Talvez como resultado, Taledrar rapidamente se estabeleceu após a Guerra Divina como uma força econômica e militar. Muito antes do reinado de Kritodemos, o exército Taledrar era conhecido por sua eficácia e desenvoltura. Hoje, como a sede do Império de Taledrar, as terras originais de Taledrar são um dos lugares mais seguros e confortáveis para se viver em toda Khelevar - para aqueles que têm herança humana.

O Imperador fez um esforço consciente de elevar a cultura de seu povo. Resgatando um termo antigo dos antepassados dos colonizadores Micens locais, deu a chamar a etnia regional de Khelos, ligando com os conquistadores do passado e separando-se da noção de navegantes e aldeões pobres e dispersos que é o estereotipo Micen. Dessa forma, Taledrar não é apenas superior como nação, mas também como raça.

Como povo, os Khelos são amplamente vistos como arrogantes e também xenófobos. Taledrar nunca foi um lugar acolhedor para não humanos, com a possível exceção de elfos (que são aceitos como trabalhadores, mesmo que apenas como cidadãos de segunda classe) e anões (que são recebidos cordialmente, se talvez friamente). A maioria dos Khelos considera os outros povos como selvagens ferozes e iletrados.

Taledrar é, sem dúvida, a nação mais rica e poderosa de Khelevar hoje. Seus nobres vivem vidas exuberantes, e a maioria mesmo de seus cidadãos mais humildes, incluindo os servos elfos que constituem cerca de um quarto da população da Império, vivem vidas relativamente confortáveis. A opulência e a vida grandiosa da classe dominante esconde um clima político vil, no entanto, em que subterfúgios e trapaça são comuns enquanto a nobreza disputa uma posição no círculo íntimo do rei Kritodemos.

 

Thorne

Idiomas: Negev

Thorne foi nomeada como Terras de Batalha pelos Yamato, que estabeleceram, mas nunca conquistaram totalmente, este reino (apesar de afirmações em contrário), encontrando tribos nativas beligerantes e preparadas para lutar até o último homem para garantir sua liberdade.

No final, os Yamato escolheram negociar com os nativos em vez de conquistá-los, introduzindo-os lentamente aos benefícios da cultura Yamato. No final do Império, os nativos Negev, embora não menos belicosos, estavam pelo menos dispostos a tratar os Yamato como quase iguais. O colapso do Império Yamato após a Guerra Divina causou apenas pequenas ondas nas Terras de Batalha. A mudança mais notável foi o completo abandono das cidades destruídas, uma inovação Yamato, e o retorno a pequenas aldeias independentes.

Os assentamentos nas Terras de Batalha mantêm sua independência uns dos outros, e as alianças são feitas e quebradas conforme a complexa situação política muda anualmente. Os visitantes devem ter cuidado com quem chamam de amigo, pois em um assentamento eles podem ser tratados como aliados com base em sua amizade com outros assentamentos, enquanto em outros isso é o suficiente para expulsá-los, ou pior, presos, por escolherem apoiar um assentamento inimigo.

Praticamente a única coisa em que os assentamentos concordam é a localização das fronteiras de seu reino. Eles podem disputar e lutar entre si sobre os limites da aldeia, mas enfrentando uma grande força exterior, eles são rápidos em deixar de lado suas diferenças para defender seu reino.

Não há um governo único dentro das Thorne. Em vez disso, várias tribos lideradas por um Mormaer controlam os assentamentos individuais. Embora os governantes tenham conselheiros para aconselhá-los, eles são autocratas. Alianças são feitas e rompidas em torno de rotas de comércio e produtos, propostas de casamento e sexo dos filhos resultantes de tais uniões, direitos de caça e até canções que os folclóricos cantam uns sobre os outros.

O mais notável de seus assentamentos é Ghorge, que controla a passagem Leste para os Ermos. A cidade-oásis é um refúgio e ponto de encontro entre as várias tribos, e tem uma população significativa de gigantes que estabelecem uma cultura independente de seu lar em Khazad-Thor.

Os Selvagens nunca pararam de invadir Thorne vindos das florestas do sul. Há muitas histórias de que o lendário Templo da Besta, dedicado à Fenrir, foi repovoado e os seguidores de quaisquer deuses das trevas que são adorados ali buscam expulsar os humanos das Colinas Auroques.

 

Ulivredar

Idiomas: Nenhuma

A lama fedorenta conhecida como Astagal Gris é considerada inabitada por quaisquer raças verdadeiramente civilizadas e não contém nada de valor. Mas o pântano tem uma longa história, muito mais longa do que os humanos imaginam.

Uma depressão nas terras do sudeste, o Astagal Gris é alimentado por numerosos rios e riachos, além do Delta Escarlate, e recebe chuvas quase constantes. É um pântano de planície com canais de rios, riachos, canaviais, piscinas sem fundo, lama negra, matas densas e lagos fétidos, dos quais se projetam pequenas colinas e incontáveis ruínas. Apenas no extremo leste a terra se eleva o suficiente para drenar adequadamente e, aqui, a grama espessa cobre o solo.

O Astagal Gris sobreviveu à Guerra Divina extremamente mudado. Não apenas a guerra contra os Selvagens e outras Criar Anciãs afetou severamente o reino élfico de Ulivredar, mas o que se seguiu mudou profundamente a vida no Astagal Gris. Com o sangue da Serpente do Mundo banhando as águas sudeste, o próprio Cir Aloth recebeu as águas corrompidas, passando a ser conhecido como Delta Escarlate e corrompendo os outrora verdejantes pântanos na massa enegrecida e fétida que é hoje.

Ainda pior, surgiu um Selvagem ferino abençoado com poderes maravilhosos. Ele podia matar com um olhar, tinha pele grossa o suficiente para desviar flechas, conhecia magia estranha e antiga e podia alterar sua forma em uma enorme monstruosidade. Em poucos anos, as tribos de Selvagens o reconheceram como o Rei Garm, um rei heróico falado em profecias que os levaria a conquista.

Sofrendo grandes depredações de um inimigo que torna-se mais forte com o solo corrompido, os elfos foram forçados à abandonar Ulivredar para os Selvagens e buscar asilo em seus vizinhos em Taledrar, que os receberam como servos e cidadãos de segunda classe.

Com a raça Selvagem unida, o Rei Garm colocou seu plano em ação e marchou com seu exército contra a cidade de Mys, o primeiro obstáculo para alcançar o coração dourado de Taledrar. Este espécime colossal não tolera rivais, nem tolera o fracasso. Pelo menos uma dúzia de comandantes militares encontraram a morte em suas mãos, e posteriormente serviram a ele como um banquete, por não terem destruído a cidade de Mys. A única outra raça notável dentro do pântano fétido são os duendes, que vivem um estilo de vida simples de caçador-coletor, como sempre fizeram.


Vaeflare

Idiomas: Micen

Vaeflare ganhou proeminência após a Guerra Divina graças a uma família de comerciantes locais empreendedora chamada Andriadi, que construiu uma série de armazéns fortificados perto da pequena aldeia costeira élfica de Galadring. Em vez de fazer a perigosa viagem ao Nordeste para encontrar compradores, os mercadores do Mar do Esplendor podiam entregar suas mercadorias em Vaeflare. Em troca de manter as mercadorias seguras e encontrar um comprador, os Andriadi cobravam uma porcentagem do valor da carga. A economia do assentamento cresceu rapidamente, e os Andriadi logo aproximaram-se dos elfos para um acordo. Desesperados por ajuda contra as Crias, os elfos ofereceram terras aos Micens em troca de proteção e apoio.

Hoje Vaeflare é um reino pequeno mas rico e independente. Embora as antigas cidades élficas do norte tenham se perdido, e sua configuração atual tenha começado como uma única cidade, ele viu as fronteiras se expandirem norte através do poder de mercenários Micen, Drak, Gigantes, e quaisquer outros que os elfos conseguem pagar. Hoje, muitas de suas fronteiras são definidas por marcadores geográficos, mesmo a grande riqueza da cidade não pode se mover.

Galadring (“Pequena Galad” em Vanar) ocupa as zonas costeiras Sul, expandindo o que antes era uma vila a uma grande cidade de mais de 20.000 habitantes. As docas são uma colmeia de atividade durante todo o ano. Embora o comércio seja acelerado, os navios das terras do leste raramente chegam aqui hoje. Galadring está muito longe do centro da civilização para atrair esses comerciantes, que tem de lidar com os Rasgamar dos mares centrais.

Merchant Prince Leon Andriadi IV governa aqui. Recentemente ele reivindicou a cidade de Galadring como seu prefeito, colocando os humanos ainda mais como efetivos governantes dessas terras “élficas”. Apesar de seu andar desajeitado e maneiras libertinas, ele é um empresário astuto. Ele também é arrogante, egocêntrico e egoísta, acreditando que sua vasta fortuna pode comprar qualquer coisa. Muitos acreditam que ele pretende assumir ainda mais controles das poucas terras élficas recuperadas, apesar de que ele ainda não provou a Rainha Maevaimh à esse ponto.

A recusa da Rainha Maevaimh e do prefeito Andriadi em permitir que refugiados entre em Galadring é chocante. Como refugiados não tem duas escórias de prata para esfregar, Andriadi vê muito pouco benefício financeiro em permitir que eles entrem em suas terras, e Maevaimh já vê muito de sua cultura sendo absorvida por humanos para permitir ainda mais moradores. Como tal, refugiados tendem a ir para a distante Caldari.

 

Vyz Carim

Idiomas: Micen

Vyz Cairn, como as terras de Taledrar, é um antigo enclave Khelos, embora na época da Guerra Divina, as nações livres da região se separavam por outros nomes. As fronteiras de Vyz Cairn antes abrangiam da ponta da península até o começo do território dos elfos. Suas terras ao norte foram perdidas para os selvagens durante a Guerra Divina. Ironicamente, a presença das Montanhas Dracobranco, agora lar de muitos perigos, salvou o resto de Vyz Cairn da destruição total durante a Guerra Divina.

O norte de Vyz Cairn é uma região de planície de lama salobra e juncos. A água fétida e rubras nunca atinge a verdadeira consistência da água, em vez disso, é mantida em um estado lamacento durante todo o ano. Sapos gigantes, trolls do pântano e harpias do pântano vivem em meio às ruínas da civilização élfica.

A cidade de Vyz Cairn, tem a honra de ser o porto comercial mais distante para Leste, conectando o mar Escarlate com o Caminho de Kaeliseth. A cidade tem minério de cobre e pedras preciosas retiradas de Dracobranco para oferecer à seus vizinhos de Taledrar e ao norte, mas infelizmente, o comércio não é tão rápido quanto antes.

Embora os navios façam comércio com as nações Kamisuko, mais ao norte, eles só podem fazer isso por um ou dois meses durante o alto verão, quando a Serpente do Mundo debata-se menos debaixo do mar e as fedorentas águas selvagens banhadas por sangue divino tornam-se mais calmas e menos tempestuosas; enquanto isso à Oeste, Taledrar cobra impostos excessivos sobre as mercadorias que passam, e ainda mais distante os Rasgamar assombram as águas.

 

Zaruhar

Idiomas: Khelev
Zaruhar, ou "Forte de Zaru", é uma grande nação fundado pelos Anões no meio das Planícies de Lede. A visão do fundador Zaru para o assentamento foi baseada principalmente nas observações das constelações, embora tradição enânica reconhece algumas constelações diferentes do que o resto das raças divinas.

Cada seção da cidade forte de Lev Raz Kor é dedicada a uma determinada constelação de estrelas. O centro de cidade é dedicada à constelação conhecida pelos Anões como Gunarkis, o Cavaleiro do Lobo. O “Grande Circo”, como este distrito é chamado na língua Vanar compartilhada pela maioria dos visitantes, é dedicado a façanhas de combate desarmado. O próprio Zaru era conhecido por competir e triunfar nos jogos aqui em mais de uma ocasião.

Outras seções da cidade são dedicadas a constelações também conhecido por outras culturas em Khelevar, como o grande pináculos de Imperatus ou os jardins cobertos de Astarra, a Mãe. Em certos dias do ano, dizem, as estrelas de certas constelações se alinham tão bem que o correspondente distrito parece banhado em luz. Esses dias costumam ser considerados dias de festival para cada distrito e um enxame de turistas obstrui o assentamento nessas ocasiões. Arquitetos estrangeiros maravilham-se com a quantidade de planejamento e previsão necessária planejar uma cidade tão cosmologicamente alinhada.

Uma seção da cidade ainda não possui tal alinhamento, no entanto, e sua constelação é desconhecida, exceto por Anões, que afirmam ver uma “estrela negra” em seu centro. O distrito, conhecido como "O Portão Barrado", é o cemitério dos Anões, que enterram seus camaradas caídos em grandes catacumbas escavadas abaixo do distrito. Nenhum senhor dos Dvergar jamais permitiram não-Anões nessas catacumbas, e esta seção é considerado o solo mais sagrado para os Anões.

Governando sobre Zaruhar está o Rei Brilhante, que dizem ter nascido no dia do início da Guerra dos Deuses e sem pais terrenos. De acordo com uma antiga profecia, um Anão de pele pálida nasceria para os anões em sua hora de necessidade e se tornaria um grande rei. Com certeza, no dia do Ragnarok, essa criança apareceu. Quando a criança atingiu a maturidade, o rei anterior, que não tinha herdeiros, nomeou o Rei Brilhante como seu sucessor. O Rei Brilhante se recusou a tomar uma esposa e não tem herdeiros para continuar sua linhagem. Ele não foi visto por nenhuma pessoa, exceto seu camareiro, durante toda a Terceira Era.

Apesar de sua ausência na vida diária, o Rei Brilhante continua sendo o governante absoluto do reino. Seu camareiro, embora passe ordens reais para as casas nobres, não exerce autoridade, nem deseja tal fardo. No entanto, nem mesmo os anões estão além da política, e potenciais rivais ao trono estão planejando sua ascensão, prontos para quando o Rei Brilhante morrer.

Zaruhar sofre apenas o ataque ocasional de cria dos Anciões hoje em dia, mas Taledrar começou recentemente a invadir o leste de Zaruhar. Embora a guerra tenha sido evitada até agora, as tensões estão aumentando. O menor incidente pode gerar conflito.

Anjo Salvador - 12  

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 Sessão 12


Cidade Livre de Sildalar - Himline - Ladrão 27 de 589E


“A pedra, soldado”, diz Danny, apontando para um de seus asseclas, que se aproxima de Lian, que afasta a pedra.

 

“E que garantia teremos de que nos deixará ir embora tão logo lhe entreguemos a esfera?”, questiona o Calhart.

 

“Bem, não terão”, responde casualmente o homem. “Mas também não desejo uma luta. Alene sabe quantos recursos gastei atrás dessa maga infernal, e o desastre que foi cruzar espadas convosco. Uma luta aqui seria uma vitória para mim, mas não sem o custo de anda mais homens; valor que estou pouco interessado em pagar.”

 

“Então deixará que todos vão? Isso inclui Rose-Marrie e Dion”, rosna Alan.

 

“É claro que sim.”

 

“E não tente distorcer nosso acordo, Garreau. Partir em segurança significa não ser molestado por ti ou seus homens, não apenas sair do armazém e sermos esfaqueados nem a dez passos”, completa Lian.

 

O homem parece ofendido. “Por favor garoto. Achas que sou o que, um demônio de além do Véu tentando distorcer um acordo de sangue? Disse que partirão, então partirão.”

 

“Muito bem então. Solte Dion e tragam a garota até mim”.

 

Rose-Marrie é levada até ele, e tensamente a esfera é entregue a um dos bandidos, um homem duro com cabeça raspada exceto por uma faixa. O homem então entrega a esfera para Danny, que focando-se exclusivamente nela segue para fora do armazém, acompanhado de três de seus homens. Os outros porém ficam para trás, ainda de armas voltadas para o grupo.

 

“Finalmente, a pedra sagrada. O cardeal ficará muito contente, e muito generoso”, diz ele, contente, ao sair.

 

“O que?”, vocaliza Katherine, tentando levantar.

 

O homem para e se volta para eles. “Oras, garota. É exatamente essa a razão por que não passas de uma filhote. Considera-te sábia e dona de sua própria vida, mas é jogada como as peças de um xadrez. O próprio Cardeal está atrás dessas esferas sagradas. Se eu soubesse antes que a esfera estava em vossa posse... ah, tudo teria sido diferente...”

 

“....realmente seria...”, diz Lian enquanto segura a ferida Rose-Marrie.

 

“Tuas palavras ofendem a honra de um homem santo! Tua blasfêmia não será perdoada!”, brada Eric.

 

“Não acreditem em mim se não quiserem. De nada faz diferença. Agora, se permitem, tenho outros assuntos a lidar” ele diz, e coloca-se a sair. À porta, ele olha para trás e diz baixo. “Matem todos.”

 

“Tu deste tua palavra!”, grita Arthur, que apenas não saca a espada pela ameaça da proximidade dos oponentes.

 

“Eu menti. Se tivesse mais tempo para viver aprenderia a esperá-lo”, diz ele em tom de dispensa, enquanto se retira da vista dos heróis, deixando-os ali cercados por talvez uma dúzia de homens e mulheres.

 

“Não é nada pessoal”, diz o homem da cabeça quase raspada, acenando para seus homens fecharem o círculo.

 

Conforme a tensão se eleva ali, Lian toma a palavra.

 

“Pensem bem no que estão fazendo. Seu chefe não se importa com a maioria de vocês, e está perfeitamente disposto a sacrificar diversas de suas vidas por uma chance de ganhar. E caso usem suas armas teremos de usar as nossas.”


“E por Alene, vivemos tempo o suficiente como mercenários para lidarmos com bandidos como vós”, adiciona Arthur, se aproximando de seus colegas.

 

“E vós achais que o fazemos por gosto? Sabemos muito bem que somos nada além de asseclas”, responde o homem.

 

“Então por que jogais vossas vidas fora?”, indaga Alan.

 

Um dos homens dá uns passos para trás, intimidado pela fama dos heróis.

 

“Eles tem razão, chefe... Eles ERAM do grupo do Le’Berry afinal”

 

“E vocês sabem do que Le’Berry era capaz”, adiciona o cavaleiro negro.

 

“Não importa. Vocês não sabem o que Danny faria conosco, ou ainda, com nossas famílias. Nem todos lutam por lutar”, diz o líder.

 

“Então unam-se a nós, e tenham com isso proteção”, diz Alan. “Lutamos por ideais. Por honra. Lutem ao nosso lado, e façam algo mais de suas vidas. Sejam tratados com respeito, como irmãos, e não como armas.”

 

Dois dos arqueiros abaixam as armas. “Eu não quero morrer hoje, chefe...”, diz um arqueiro que é pouco mais que um garoto.

 

O líder olha em volta, e então abaixa as armas. “Uma condição então. Garantirão a segurança dos familiares daqueles que os possuem. Façam isso, e minha espada é sua.”

 

“Feito”, responde o cavaleiro negro. “Falaremos com Madre Jeaninne”.

 

“Eu não quero que meu filho seja criado entre prostitutas, Zigrun”, fala uma das mulheres, suas armas abaixadas e uma nota de angústia na voz.

 

“Não temos opção, minha amiga...”

 

“Zigrun. Zigrun Valcar.”

 

“Alan. O Carrasco.”

 

***

 

“O cardeal... eu não consigo acreditar”, diz Lian, conforme recuperam suas forças e cuidam dos feridos.

 

“Talvez ele estivesse blefando...”, menciona Eric.

 

“Não. Faz sentido”, diz Katherine, a expressão dura. “Muitos consideram o cardeal como uma das poucas pessoas capazes de evitar que o reino caia em caos absoluto. Ele juntaria as esferas para ter a população descontente ao seu lado. Ele usaria a fama dos Heróis das Estrelas como seu cetro de comando.”

 

“...e com tantas “Brigadas” por aí, o povo se uniria contra a aristocracia...”, comenta Lian.

 

“Eu nunca imaginaria que o homem a quem recorremos pedindo razão estaria tencionando tal loucura...”, diz o velho Dion. “Mas agora não faz mais diferença... ele tem a Esfera.”

 

“Não exatamente...”, diz Rose-Marrie, ainda nos braços do consternado Lian. “A esfera era falsa.”

 

“Falsa???”, pergunta Lian.

 

“Eu não teria escapado dele por tanto tempo se fosse tão estúpida quanto pareço, Lian...”, diz ela com um sorriso dolorido.

 

Apesar da boa notícia, Katherine empalidece, e vira-se para Lian.

 

“A princesa está em perigo. E Lady Karissa também!”

 

“E por que o diz, será Katherine?”

 

“Se o Cardeal foi capaz de usar homens como Garreau para conseguir a Esfera, não estará acima dele utilizá-las para conseguir a esfera verdadeira. Alene os proteja!”

 

“Não temos certeza sequer que o cardeal contratou de fato esse vilão, ou que lhe deu tais ordens, ser Katherine”, protesta Eric.

 

“Não obstante, mestre Turner, homens da Cruz Solar estavam atrás de vós”, ela responde.

 

“Se não o cardeal, então alguém da Cruz Solar certamente tem contato com Garreau”, adiciona Alan. “O que ele faria com a jóia?”, ele questiona à Zigrun, que observa, próximo de seus homens.

 

“Danny não confiaria tal prêmio à outrem. Não quando os espólios poderiam ser tomados de suas mãos. Não. Ele colheria a recompensa, e os louros, pessoalmente.”

 

“Temos que parar Danny antes de que ele alcance Addford então”, ordena Alan, mas logo é parado por Katherine.

 

“A Ordem provavelmente estará preparada para nos subjugar tão logo Garreau saia da cidade. Não sobreviveríamos cinco dias na estrada.”

Silêncio cai no ambiente, enquanto ponderam as palavras duras, mas verdadeiras da cavaleira do dragão.

 

“Podemos ir para Fouchard!”, pondera Eric.

 

“Pelo mar... para o outro lado de Himline....”, adiciona Lian.

 

“Não acredito que toda a Ordem da Cruz Solar saiba dos planos desses vilões que acometem sua nobre Ordem, e os lá presentes de certo nada sabem. Eu tenho contatos, familiares, conhecidos em Fouchard. Poderíamos escapar incólumes pela cidade, erguer informações e saber se somos inimigos públicos... ou apenas os bodes expiatórios de poucos vilões.”

 

“E de lá podemos interceptar Garreau”, concorda Alan.

 

“Precisamente, comandante”.

 

“Teu plano é sólido, e tuas palavras são verdadeiras. Assim será feito”.

 

“Oh Alene! Comandante, o acampamento! Eles estão em perigo. Tão logo Danny apareça com a esfera, seus contatos na Ordem provavelmente acabaram com eles!”, diz Arthur, enquanto sai do armazém e vai para a rua. Um homem em uma carruagem lenta passa pela rua, provavelmente um mercante ou fazendeiro se preparando para o mercado matinal. Com passos pesados a cavaleira vai até um dos cavalos e agarra suas rédeas. “Isso é uma situação de emergência, cidadão. A Irmandade dos Dragões Pálidos requisita tua montaria.”

 

“...o que??”, diz o homem confuso, mas não tem tempo de receber uma resposta, conforme o homem puxa sua espada alguns centímetros para fora da bainha.

 

“AGORA!”, ele grita, e logo toma as rédeas do cavalo. “Quem é o cavaleiro mais rápido?”

 

“Eu irei, Arthur”, diz Katherine, subindo ao cavalo.

 

“Cavalgue com Alene sera Katherine.”

 

“Traga nossos homens para o distrito próximo a Madre Jeaninne”, completa Alan, antes de dar um tapa para o cavalo acelerar.

 

“Vamos”, diz o velho mestre Dion, “Eu conheço um lugar.”

 

***

 

Os eventos ocorridos no armazém fazem com que os Dragões Pálidos decidam por agir rápido. Sabendo pela boca de Zigrun que Danny Garreau considerava a possibilidade de que seus homens fossem derrotados, e estando perfeitamente bem com tal perda, imaginam-se em perigo imediato: É bastante provável que Garreau tenha apoio de forças da Cruz Solar, e que estas estejam a postos para terminar de limpar o “problema” que representa aqueles que conhecem a verdade sobre a Gema.

 

Com uma saudável dose de receio pela segurança de seus homens, Silfa sugere que usem uma tática típica de Le’Berry e ordenem seus homens a dispersarem: Acampamento derrubado e diversos bens e animais liquidados, os homens juntam-se em grupos pequenos e se espalham pela cidade em tavernas e estalagens separadas, tornando-se particularmente difíceis de rastrear como um grupo. Apenas Silfa e Irmã Hiltrude mantêm contato com os mensageiros, logo um grupo capturado é impossibilitado de revelar a localização de outros.

 

Uma vez que a essa hora da madrugada é impossível falar com Madre Jeaninne, e também pelo fato de tanto Dion quanto Rose-Marrie estarem feridos (particularmente no caso de Rose-Marrie, a quem Danny teve grande prazer de sistematicamente atormentar e espancar, lhe deixando repleta de hematomas, dois dedos e umas costelas quebradas), os tenentes recolhem-se a uma das casas seguras de Mestre Dion, um workshop particular, localizado no subterrâneo controlado pela Sociedade Tecnocrata.

 

O subterrâneo de Sildalar é bastante peculiar; a cidade foi construída sobre as ruinas de uma cidade de Konstrow, que por sua vez havia sido construída sobre ruinas de épocas ainda mais antigas. Um feito de engenharia impossível de ser replicado hoje em dia a sub-cidade possui pontes levadiças, portas metálicas de correr, diques, sistema de esgoto, ruas, praças e casas, sua maioria a muito tempo não funcionando mais. Muito da sub-cidade é basicamente uma grande ruina perdida debaixo de camadas de soterramento, mas outras partes possuem outros destinos: Algumas áreas são como parte da cidade, com casas, salões de guilda e afins; outras, geralmente seladas de outras áreas, são propriedade de alguma guilda importante, enquanto outras, menos desejadas e mais arruinadas, acabam por servir de esconderijo e reduto para foras da lei e tipos sem-teto.

 

O workshop de Mestre Dion é localizado em uma vasta área de propriedade da Sociedade Tecnocrata, uma região labiríntica e protegida por guardas da poderosa guilda, com workshops, armazéns e escavações da guilda e de seus membros. Tais acomodações não oferecem o conforto, ar fresco ou luz do sol de uma casa sob a superfície, mas Mestre Dion afirma que lhes oferecerá proteção contra olhos espiões.

 

O workshop pouco é mais do que uma sala larga com um terço separado por cortinas ocupado com uma cama e uma grande almofada de crochê (que passa por cama para Rose-Marrie, que insistiu na presença da peça), e o resto uma grande mistura de workshop de engenharia (com artefatos escavados, encontrados ou construídos), arquivo pessoal (com uma estante repleta de livros e rolos de pergaminhos), sala de estudos (com um quadro negro, mesa de escrita e pergaminhos) e estúdio arcano (com componentes materiais diversos, grimórios, cristais e outros aparatos); apertado e desconfortável como prometido, mas também seguro.

 

Conforme os tenentes discutem os próximos passos, mestre Dion se aproxima deles portando em suas mãos nodosas um curto cetro vermelho com decorações em ouro terminando numa cabeça estilizada de dragão. O artefato, claramente mágico, tem um estilo anacrônico que acusa sua idade considerável.

 

“Tomem”, diz ele com sua voz cansada. “É o mínimo que posso lhes oferecer como recompensa, ínfima que seja, por terem nos resgatado.”

 

“E o que seria isso, nobre ancião?’, indaga Eric, tomando o artefato nas mãos. Tão logo o toca ele pode sentir um calor momentâneo dentro de si, uma sensação semelhante à se aproximar de um forno ou forja aberta, uma sensação que passa tão rapidamente quanto vem.

 

“Um artífice antigo, Eric Turner. Um cetro contendo uma fagulha de Sopro de Dragão. Tanto o conhecimento sobre como cria-los, quanto os dragões donos do sopro capturado, a muito não existem mais. Tal cetro me serviu e me protegeu por muitos e muitos anos meu jovem; espero que lhes sirva tão bem quanto me serviu. A palavra de comando é Dracul.”

 

Após algumas perguntas e agradecimentos sobre o artefato, o grupo questiona o ancião sobre a Esfera das Estrelas, onde estaria a verdadeira se Rose-Marrie entregou a falsa, como, e por que, ele a possuía durante esse tempo todo, como pretende protege-la agora, e diversas outras questões relacionadas. Entre as perguntas é tocado no assunto em relação à Rose-Marrie, e o homem revela que não apenas era o mago Conselheiro do pai de Rose-Marrie, como também seu irmão bastardo; fora o professor e tutor de sua sobrinha desde sua tenra infância, e a considerava e protegia como uma filha não apenas pelo elo de sangue, mas em honra ao seu assassinado amado lorde-irmão.

 

“O familiar, mestre Dion”, diz respeitosamente Eric. “É um agente de uma força superior, não o é?”

 

“Ah sim...”, o homem abaixa a cabeça. “Tu pode sentir. Rose-Marrie... fora forçada à decisões difíceis nesses anos. Eu não sei como, e não sei com qual intuito, mas um espírito aproximou-se de minha sobrinha, no passado... em um momento delicado. Ele lhe ofereceu o que ela precisava e em troca...”

 

“A marcou”, completa o jovem, com a mão no queixo.

 

“Rose-Marrie tornou-se uma demonologista?”, diz baixo Lian, que recebe um olhar ofendido de Verner.

 

“Nem todos aqueles que vivem em união e compreensão com espíritos entregam-se aos desejos basais de entidades inferiores, Sir Calhart”, ele reprime.

 

“Os Antigos, o Povo da Colinha, senhores da terra do verão, Aen Sidhe”, inicia mestre Dion, que é cortado por Verner.

 

“Os cavaleiros da Caçada Selvagem”.

 

“Isso também”, o homem adiciona. “Eu não sei quais são os propósitos de tal entidade. Rose-Marrie nunca entrou em detalhes comigo. Depois do que ela fez...”, ele diz, olhando para a garota, ferida mas banhada, que dorme aninhada na cama pouco confortável. Seus olhos são cálidos. “Depois desses anos... eu respeito sua privacidade. E seu sacrifício.”

 

“Temo que a entidade pudesse estar atrás da Gema...”, murmura Eric. “Mas se ela o acompanhou todos esses anos... Seus desígnios, se de fato envoltos com a Gema, seriam mais complexos do que consigo divinar por hora.”

 

“Nunca duvidei de que haja uma conexão, mestre Eric”, responde mestre Dion.

 

“Apenas Eric, professor. Por favor.”

 

“Eric. Pois não”, ele se corrige. “Mas também nunca fui ameaçado. O desejo de... posse... é inerentemente humano, penso eu. Não se essa entidade deseja possuir a Gema ou... ou se alguma forma já tem exatamente o que deseja, e apenas nós que não entendemos. Até hoje não nos fizera mal... nem à esfera.”

 

“Se o mestre não ofender-se, manterei meus olhos abertos.”

 

“De forma alguma jovem. Eu fico contente de que alguém possa tirar esse fardo de mim”, ele diz então, sua voz ficando mais sombria, quando ele cansadamente senta na poltrona.

 

“Eu vivi a maior parte de minha vida em função dessa jóia. Muito a estudei, muito pesquisei, e com todos esses anos posso dizer que muito pouco descobri. De fato, sequer compreendo como vim a portar tal artefato...

 

É como se eu estivesse destinado à protege-la. A encontrei em uma caverna, ainda no zênite de minha vida adulta. Uma caverna simples, sem guardiões, nem armadilhas, nada. Lá ela estava, cerúlea e cristalina, sobre um pedestal de pedra em uma câmara profunda. Tão logo pus meus olhos sobre ela sabia que deveria protege-la... apenas nunca entendi o por quê.

 

Por todos esses anos eu o fiz, e posso dizer que tal artefato de perfeição não foi criado pelas mãos do Homem. Foram as mãos do Criador as responsáveis por tal obra. A esfera as vezes parece ser viva, pulsar com energia, e o véu parece cantar em resposta a sua presença. A maioria dos artífices que estudei em minha vida reagem de alguma forma perante a Esfera; funcionais energizam-se, pulsam com vigor e potência mágica; destruídos parecem assumir semblante de nova vida, nem que temporariamente.

 

Pude notar esse efeito particularmente bem aqui em Sildalar, conforme os destroços mágicos de Konstrow, dificilmente mais do que lixo mágico ou relíquias arqueológicas, fulguram em um reflexo de suas prévias existências tão logo a esfera é aproximada; algo belo de se observar, se me permitem adicionar.

 

E ainda assim, em todos esses anos, eu sempre soube que não sou nada além de seu guardião. Eu não sou um Herói das Estrelas, meus jovens, eu não passo de um velho mago. Um estudioso. Um servo do destino e seus caprichos. Fui obrigado a tomar terríveis decisões para manter essa relíquia protegida ao longo desses anos, e o preço para mantê-la a salvo sob minha proteção muitas vezes fora mais alto do que eu me considerava capaz de aguentar; mas eu sempre o paguei.

 

Mas agora, perante vós... Sei que o fardo me abandona. Minha missão foi cumprida; meu tempo com ela... findou. Levem a jóia...

 

...o fardo de sua proteção pertence a vós agora...”

 

 

Cidade Livre de Sildalar - Himline - Ladrão 27 de 589E

 

O grupo faz seu melhor para descansar algumas horas, após as recomendações de Zigrun, que se responsabiliza por cuidar de seus homens e preparar o terreno para uma retirada o mais rápido possível, tão logo consigam lidar com o problema de arranjar alguém disposto a lhes tirar de Sildalar de navio, mas sem fazer muitas perguntas.

 

Pela manhã Lian toma Rose-Marrie e informa-lhe da decisão de mestre Dion. Cumplice, a garota o leva até uma outra casa segura onde escondeu a jóia verdadeira. Sozinha com seu amigo de infância, ela conta que tão logo a casa de Mestre Dion fora invadida pelos homens de Gareau e ele ordenara que fugisse, ela tomou a esfera e a escondeu na casa segura, antes de esgueirar-se pela cidade e gastar a maior parte de seus fundos conseguindo uma cópia mais ou menos convincente.

 

Entre risadas nervosas, quase alheias à sua situação e trauma, a garota explica que friamente calculou que poderia ser capturada e torturada, e escondera a cópia como uma forma de garantia; se estivesse com ela em sua posse ao ser capturada, sem a ameaça dos Dragões Pálidos fortemente armados, de certo ela e Dion teriam sido executados ali mesmo. “Confessando” perante a tortura inicial que o grupo estava com a pedra, mas que jamais a entregariam caso ela ou Dion estivessem mortos, ela não apenas salvara sua vida e de seu mestre, como também evitara um destino de violência física, mental e sexual a qual a faria desejar que estivesse morta.

 

A pedra, porém, não lhe retém nenhum apelo. Diferente do cardeal ou de Dion, que pareciam profundamente movidos em apenas olhar para a grande gema, a garota parecia intocada pelos seus encantos. Se por ignorância de suas capacidades, descrença de seu verdadeiro valor, ou por pura inocência de ganância, ela oferece a esfera a gema à Lian sem nem ao menos hesitar.

 

“Aqui está. Tome-a. Ela nada me representa, mas espero que ela valha todo esse sofrimento.”

 

***

 

Quando deixam o workshop para ir lidar com Madre Jeaninne e as preparações, Lian fica para trás. Ele e Mestre Dion não trocaram olhares desde que o mago fora resgatado, uma relação profissional e afastada, que não faz jus ao seu passado em comum. O velho mago lidar com seus pergaminhos, e após juntar coragem Lian aproxima-se.

 

“Grão-mestre Dion.”

 

“A muito tempo não me chamam assim, Lian...”, diz o homem suspirando, e, não podendo mais ignorá-lo, virando-se para Lian.

 

“O que aconteceu com a Brigada... soube... que também ocorreu com a família de Rose-Marrie”, ele engole em seco. “E que a salvou e cuidou dela todos esses anos. Por isso agradeço-te, ancião.”

 

“A garota não o diz, mas fez mais por mim do que fiz por ela. Nesses anos passamos por muito; o mundo em guerra não é gentil com um velho e uma jovem. Mas ela nunca cedera. Não sei se por firmeza ou por trauma, mas ela nunca fraquejou perante as decisões difíceis. Talvez um dia ela lhe conte sobre.”

 

“Eu espero que sim, ancião”, ele responde, educadamente, antes de mudar de assunto. “O senhor acredita que estejam seguros nesse local, ancião?”

 

“Não correrei mais, jovem. Não após não portar mais meu fardo. E quanto a Rose-Marrie, de fato eu espero que ela não permaneça mais. Já é passada a hora de que viva a própria vida...”, ele então adiciona, amargamente, “...que siga seu coração.”

 

“Se essa é sua decisão, a respeitarei ancião. Obrigado por tudo”, diz o firme guerreiro, esticando a mão para um cumprimento.

 

O velho mago olha para a mão, mas não a toma. Após alguns instantes um decepcionado Lian a recolhe, e antes de possa dizer algo é interrompido pelo ancião, que ergue uma mão.

 

“Tu trouxeste o horror a nossa terra Lian”, ele começa, amargurado. “Talvez o horror tivesse chegado sozinho, é bem provável que sim; mas tu abriste a porta para ele. Por causa de ti tanta dor, morte e sofrimento. Tantos perderam tanto. Tenho certeza de que esse julgamento é injusto, que tu foste pouco mais que vítima das consequências, um peão no tabuleiro do destino. Mas após todos esses anos remoendo essas palavras, por hoje não posso apertar tua mão. Talvez amanhã, talvez outro dia. Mas não hoje.”

 

“...eu... eu entendo. E aceito, e admito, todas as acusações ancião. Espero um dia poder pagar por minha parcela desses crimes, e receber vosso perdão. Adeus.”, ele diz, humilde, antes de se virar para sair.

 

“Lian...”, o homem diz, antes que ele saia. Quando o guerreiro se vira, o homem termina de abrir um baú, que o mostra.

 

O objeto claramente é o peitoral de uma armadura de cavaleiro embrulhada em camurça, e quando Lian o desembrulha não pode deixar de empalidecer ao reconhecer o símbolo: Sob um fundo púrpura um lírio branco cercado por estrelas; o símbolo da família nobre Gielemare, a extinta família de Rose-Marrie.

 

“Proteja o último de seu nome”, diz solene Mestre Dion.

 

***

 

Pela manhã o grupo procura Madre Jeaninne em busca de proteção para as famílias dos ex-soldados de Danny. Precisam negociar, pois a sacerdotisa não está contente com o fato de Garreau ainda estar vivo, mas decidem por revelar a ela a verdade, e a gravidade do que estão vivendo. Perante as novas informações que a entregam, e da sinceridade de suas intenções, a mulher não consegue deixar de abrir-se um pouco mais a eles e ajuda-los. Ainda assim, a sacerdotisa exige mais um favor para ser coletado futuramente.

 

“E tem algo mais ainda, Madre.”

 

“Isso já está parecendo caridade, mestre Verner”, ela responde, para encontrar o olhar inquisitivo do homem, que lhe fita o busto. A mulher desce o olhar, e encontra o símbolo de Alene proeminentemente visível. Com um suspiro divertido, ela responde. “É claro. Caridade.”

 

“Precisamos de alguém disposto à nos levar a Fouchard, Madre Jeaninne”, diz respeitosamente Eric. “Mas nossa condição...  delicada... precisamos passar desapercebidos.”

 

“Contrabandistas não costumam oferecer seus serviços abertamente, Madre”, completa Verner. “Tanto quanto mercantes de informação.”

 

A mulher solta uma divertida risada, e aproxima-se de uma das freiras que cuidam do ambiente e ensinam as crianças. Da irmã ela toma um pequeno pedaço de pergaminho, do tipo em que recados são enviados por pombos-correio, e escreve algo. Ela então delonga-se em passar nos lábios vistosa pintura rubra, e então beija o brilhete.

 

“Pia Marchal”, ela diz, oferecendo o bilhete enrolado e amarrado com fita branca para Verner.

 

“Da autoridade portuária?”, questiona Eric, reconhecendo o nome.

 

“O próprio. Entregue esse brilhete para meu querido Pia, e ele certamente irá fazer seu melhor para ajuda-los.”

 

“Pia seria...”, começa a indagar Lian, suavemente ruborizado.

 

“Pia certamente me odeia”, diz ela.

 

Verner ri abertamente da expressão de surpresa de Lian.

 

“Coloque-o na lista dos Filhos de Kargath que não desejam-se bem. Mas vivemos em um mundo de respeito, onde a palavra de um profissional é a única coisa que lhe mantem. Pia me deve, e eu sei que ele pagará o favor”, diz ela, que então faz questão de falar de forma bastante clara: “É importante ter favores de pessoas variadas.”

 

***

 

 

 

O resto da manhã é gasta com a busca por Pia, um homem duro, rude e violento, que deixa claro que está os ajudando apenas por que deve um favor, e preferiria entregar-lhes para Garreau e receber uma recompensa. Por fim, ele recomenda que procure a capitã Eveline na Estalagem do Amanhecer Feliz.

 

***

 

Mais uma pocilga.

 

Essa com certeza é a opinião dos diversos quando se aproximam do local mencionado. O local é semelhante à Gata Amargurada em feiura e clientela, mas difere em foco; ao invés de um bar grande com alguns quartos servindo o meretrício voltado à navegantes locais, o local é um bar grande com alguns quartos servindo de pouso para os navegantes locais.

 

Notando as semelhanças, o grupo entra cauteloso, sendo observado e observando todo tipo de navegante. Homens, mulheres e jovens de todas as idades, gente com cores de pede, formatos de rosto e sotaques que muito diferem das terras civilizadas de Eimland e em volta, bárbaros e selvagens vindos do leste, oeste e mares do sul. Em geral pertencem a dois grupos, ou aqueles que alegre e barulhentamente bebem e conversam entre si sob a luz dos archotes que iluminam o local, ou os que furtiva e ameaçadoramente bebem e conversam entre si sob a sombra dos archotes que iluminam o local.

 

O estalajadeiro não parece particularmente disposto a lhes ajudar a encontrar essa capitã Eveline, e Eric decide então fazer com venha até ele. Pedindo educadamente licença para um grupo que bebia, ele sobe à sua mesa e bate com o pomo de uma faca de queijo em uma caneca.

 

“Atenção todos. Obrigado por sua atenção. Eu acredito que o estalajadeiro dessa estabelecimento esteja confundindo a estimada capitã Eveline com uma prostituta qualquer”, ele diz, provocando choque e risadas, bem como negativas desesperadas do estalajadeiro.

 

Enquanto ria e se preparava para continuar, o homem é puxado violentamente da mesa para o chão por um gigante negro, um homem de mais de dois metros de altura, pele ébano e roupas vistosas e coloridas, que separadas seriam peças muito elegantes cada uma, mas que juntas formam um carnaval típico à assaltantes marítimos. O homem negro lhe dá um empurrão, e se prepara para comprar uma briga, dizendo que ninguém pode ir assim chegando, mas subitamente ele é interrompido.

 

“Dionísio, deixe a moça passar!”, grita uma mulher da mesa, que se levanta e abre braços e sorrisos. “Não sejamos violentos sem necessidade!”

 

A mulher é claramente uma navegante experiente; de pele bronzeada de sol, com o corpo de uma duelista e a pele com cicatrizes de uma guerreira experiente, ela usa roupas leves e abertas de materiais finos e condições mais ou menos cuidadas, e seus seios parecem tentar escapar da prisão de um espartilho preto, mas à cintura uma cutlass e uma pistola gasta estão presentes. Junto com ela na mesa mais três homens e uma mulher, todos com as roupas, armas e expressão de navegantes experientes, e que demonstram deferência à sua capitã. Lian cora perante a aparência e trajes da mulher e tem dificuldade em esconder um pequeno sorriso, mas Eric parece se surpreender com outra coisa: À mesma mesa está sentado ninguém mais, ninguém menos do que o comandante Alan, em roupas simples de cidadão.


Confusão deixada de lado, os Dragões ali presentes são convidados à se unir à tripulação de Eveline, que enquanto estão em estados diversos de inebriação, certamente estão muito mais sãos do que a capitã, que parece por pouco segurar-se de pé.

 

“Essas são as pessoas que falei, Eveline”, diz Alan.

 

“Eu achei que era uma moça!”, ela diz apontando para Eric. “Romarí, certo? Eu sou capitã Eveline, mercante-aventureira!”, ela diz fazendo um gracejo para Eric.

 

O jovem mago de guerra tenta corrigir, mas para quando nota Alan fazendo um gesto simples de negativa com a cabeça.

 

“Precisamos de passagem para Fourchard”, suspira Lian.

 

“NOSSA”, a mulher grita, surpresa. “Quem é esse futuro garoto-de-cabine? É seu amigo também, Carrasco?”

 

“Pode-se dizer que sim. Aliado a quem muito confio.”

 

“É importante confiar nas pessoas! Eu mesmo confio minha vida a meus homens”, ela diz, e logo entra em uma tangente sobre confiança e como homens do mar precisam depender de seus irmãos.

 

Alan acompanha, e não interrompe, deixando a mulher prosseguir até perder-se em estupor. O cavaleiro negro então serve-lhe mais um pouco de grogue.

 

“Temos passagem então, capitã?”

 

“Passagem? Como assim?”, ela olha para seus colegas, e então se surpreende. “Como em passagem de barco??? Ooooras, por que não disseste antes? É o que nós, mercantes, fazemos afinal!”

 

Lian considera erguer o ponto de que acabaram de dizê-lo, mas Alan meneia a cabeça, conduzindo a conversa.

 

“Para mim tu era uma pirata...”, menciona casualmente Rose-Marrie.

 

“Nãaaaaaaaaaaaaaao faaaaale essa palaaaaaavra!”, se exalta a capitã, exasperada. “Pretende ver minha bela forma balançando no cadafalso? Alguém viu algum pirata por aqui?”, ela pergunta para seus companheiros.

 

“Pirata, Alene, onde???”, diz um.

 

“Não, nada de piratas aqui, não senhora, não não”, diz outro, olhando em volta e em baixo da mesa.

 

“Não vejo nenhum não senhora.”

 

“Não. Nenhum. Uh-uh”

 

“Viu?”, ela se vira para Rose-Marrie, “Nenhum pirata aqui! Prefiro o termo Mercante Aventureira!”

 

Apresentam-se corretamente para os, ahn, mercantes-aventureiros, e Eveline acredita que Verner tenha sido castrado, um ponto que lhe ganha simpatia dos marujos, pelo fato de Dionísio ter perdido suas partes para um disparo de virote, e tendo que lidar com essa dura condição nesses longos anos seguintes.

 

Explicam a situação, que precisam levar muitas pessoas para Fouchard com grande celeridade. Entre as linhas discutem sobre como irão levar um “circo” para Fouchard, circo comandado pelo “mestre do picadeiro” Alan, com muitos “palhaços”, “animais do zoológico” e “equipamento de mágico”, “circo” que tem uma “apresentação muito importante” perto da cidade, que algumas pessoas “morreriam” se perdessem. A negociação se estende com cada vez mais alegorias, mas eventualmente Eveline cede, aceitando levar o grupo, seus soldados, animais e armamento, mas não as carruagens, tendas e outros materiais pesados, tão logo o navio fique pronto, na manhã do dia seguinte.

 

Se despedem dos “navegantes” com Eveline provocando Alan, tentando dar a entender aos mercenários que tiveram algum tipo de envolvimento amoroso ou carnal no passado, com Alan silenciosamente dispensando as invenções com negativas de cabeça.

 

“Ugh Carrasco. Tu parece ter uma haste de vassoura enfiada no posterior!”, diz Eveline.

 

 

Porto de Fouchard - Himline - Ladrão 30 de 589E

 

Fouchard não é uma cidade pequena. De fato, é mais extensa do que Sildalar, mais bem organizada e o ponto de entrada e saída entre Himline e a grande Falonde, e como tal vê muito mais comércio pesado do que sua irmã menor. Porém perante às ruínas antigas de Sildalar, seus navegantes, seu estilo de se vestir exótico, e a presença dos tecnocratas e com isso a Academia de Engenharia de Eimland, a irmã maior chega a parecer sem-graça em comparação com suas casas, costumes e vestes ao estilo de Falonde.

 

O grupo se despede da Galinha do Mar e seus tripulantes cada um a seu jeito. Alan e Eveline mostraram-se tendo algum tipo de amizade sim, especialmente por dividirem alguma histórias e, surpreendentemente no caso de Alan, risadas forçadas, enquanto viajavam. Eric divide um último drinque em homenagem ao testículo direito de Dionísio (e também por seu membro supostamente perdido em guerra enquanto servia Le’Berry, história inventada durante a viage). Já Lian agradece a viagem segura da capitã, e é surpreendido por ela o agarrar e lhe roubar um beijo e o fôlego, curvando-se sobre ele como se ela fosse o cavalheiro galante e ele a jovem donzela, bem como o subsequente convite de se tornar seu garoto de cabine.

 

Porém acima de tudo, a capitã fala seriamente para Alan que se um dia precisar de novo dela que basta procurá-la, e que, ainda, se precisarem ser deixados mais perto de algum lugar onde “a palhaçada irá ocorrer”, a Galinha do Mar pode ajudá-los.

 

***

 

Lian gastava parte de sua tarde andando pela cidade, consertando seu equipamento e recuperando provisões, quando em uma esquina é surpreendido pela imagem de Ian, seu cabelo bem penteado para trás e com óleo, portando a armadura cinza e uma vistosa capa preta.

 

“Ian!”, ele se surpreende, se aproximando.

 

“Lian”, diz o cavaleiro, ainda de braços cruzados e recostado sob uma varanda, como se não fosse nada demais.

 

Lian sorri, entendendo o jogo, e se recosta na varanda também. Fica ali por alguns segundos, esperando uma carruagem passar, seguida de algumas crianças. “O que faz em Fouchard?”

 

“Nós temos ouvidos em muitos lugares, Lian”, Lian diz, displicente.

 

“Nós?”

 

O jovem então começa a andar, passando por Lian em um claro convite para que o acompanhe.

 

“Eu digo isso para seu próprio bem Lian. Retorne para Blackfen. Não envolva-se ainda mais profundamente em assuntos de damas reais... ou de pedras sagradas...”

 

“Tu sabes bem que não sou dado à seguir instruções de quem me manda fazê-lo”, responder Lian, com um sorriso nos lábios.

 

“Tu tencionas salvar a princesa de uma torre em chamas, mas tudo o que faria seria apenas levá-la para um andar superior. Só há uma pessoa que pode realmente salvá-la, e isso é exatamente o que tenciono fazer”, Ian responde, sempre em tom sereno.

 

“Arrogância não lhe cai bem, Ian. O que lhe faz acreditar que és diferente de todos os outros?”

 

“Os Duques, Volstan, Drewsaw. Seus irmãos e todos os outros... São todos levados por uma poderosa corrente, que não podem ver ou sentir...”

 

“Mas eu não o sou”, afirma Lian. “Eu traço meu próprio caminho.”

 

“Ah o é. Carregado por eventos além de teu controle, ao invés de seguir o fluxo tu bastes os braços contra uma correnteza incapaz de sentir...”

 

“E me orgulho de fazê-lo. Não serei o mesmo que meus irmãos. E quanto a ti, o que faz em meio à essas turbulentas águas?”

 

“Eu faço o que ninguém mais considera fazer, Lian”, ele se vira para o amigo. “Eu simplesmente saio do rio.”

 

Ele então dá alguns passos mais a frente, e pouco mais do que dá um olhar para trás para seu antigo amigo de infância. “Nos encontraremos novamente, Lian Calhart, ou ao menos assim espero”.

 

“Eu também Ian... eu também...”, murmura Lian enquanto vê o antigo braço direito se perder entre o fluxo da cidade.

 

Danny Garreau