Artigos de Cenário 02 - Ekaria  

Posted by Diego Erik in

Ekaria



Ekaria arrancou o próprio ventre e o devorou, para assim ganhar poder sobre aqueles que ainda não nasceram, e depois regenerou-se com a carne com milhares de infantes. Seu leite pode sustentar, envenenar ou transformar. Ela rouba a semente de homens para gerar monstros que manda para devorar seus pais. Seu toque mistura homem e fera, e os amaldiçoa sobre sua sombra da noite. De suas feridas nascem coisas terríveis que assombram o mundo de seus cantos mais escuros. Ela se delicia em corromper o mais puro, e para ela um berçário é um banquete. É uma deusa de fertilidade, mas que a tudo corrompe; aquele que deseja salvar um infante ou uma mãe é melhor oferecer outro em sacrifício.

Essas e outras são apenas algumas das lendas e superstições atribuídas à Mãe dos Monstros. Ekaria é uma deusa aberrante, uma figura que não foi feita para os olhos mortais. Seu domínio é de coisas que não devem ser vistas, mas que ainda assim tocam e modificam mortais; coisas do além, coisas que rastejam, coisas horríveis. Muitos monstros estranhos se dizem criados por ela, e alguns dizem que ela se diverte em criar novas formas mais terríveis; outros, que ela pare sem notar, como uma rainha-cupim, insana, deformada e alheia. Seu nome é invocado para a proteção de mães, contra monstros e loucura, mas é melhor que o invocador saiba bem os sacrifícios e favores corretos, para não correr o risco de apenas chamar sua atenção.

Os devotos humanoides de Ekaria acreditam que pureza e perfeição são apenas temporários e ilusórios, que a corrupção e imperfeição são o estado final e natural de todas as coisas. Enquanto artistas e filósofos podem argumentar que mudança é algo dinâmico e que evita a estagnação, os seguidores da Dama Insana não se importam com tais coisas, e desejar apenas distorcer, arrancar e perverter tudo o que veem de errado no mundo. De certa forma, são visionários: Eles não veem o mundo por como ele é, sim pelo seu potencial de o que ele poderia ser. Claro que sua visão louca, distorcida e triste é mais apropriada para um apocalipse e a existência de formas de vida aberrante...

Tão importante quanto seus seguidores são seus filhos. Diversos dos horrores que se escondem pelo mundo, que caçam a humanidade e corrompem com o toque, clamam ao menos em parte criação por Ekaria. Mais do que clamores de que coisas “aberrantes” como Ursos Coruja tendo saído do ventre de Ekaria, os entendidos conhecem uma realidade muito pior: As “altas aberrações” costumam indicar um primeiro, um progenitor primordial, que muitos entendem como Ekaria ou sua prole. Nomes conhecidos nos círculos filosóficos como Dagon o pai profundo, Belashyrra a senhora dos olhos, Iktha-Lau da fome eterna, Ul’Athra das bocas sedentas, e diversos outros, são declarados como outros nomes para Ekaria ou como seus primogênitos. Como muitos desses nomes são tidos como patronos de criaturas aberrantes ou simplesmente erradas, a influência do culto se estende.


A Igreja


Como era de se esperar, a igreja de Ekaria é espalhada e não possui uma hierarquia maior. Apesar disso é incomum que dois sacerdotes entrem em conflito, pois reconhecem sua devoção distorcida e a hostilidade que encontram por aqueles de fora da fé. Quando o conflito é inevitável a forma preferida é através de comparação de conquistas; cicatrizes, número de criar, deformações e capacidade mágica são comparados, apesar de que é importante ressaltar que simples poder é menos valorizado do que experiência: Um sacerdote mais forte pode ser considerado inferior a uma sacerdotisa com diversas crias deformadas mas vivas.

Enquanto o conflito entre seguidores de Ekaria é raro, o conflito entre povos que se consideram seus descendentes ou servos de seus filhos tende a ser bem mais presente. Não é incomum que povos diferentes que tradicionalmente seguem um dos filhos de ekaria briguem por influência religiosa ou dominância um sobre o outro. Apesar dessas disputas serem moldadas pelo senhor aberrante em questão e suas visões, tal comportamento não desagrada a Fêmea Alfa: As crias mais fracas são devoradas pelas mais fortes, e as ninhadas mais fortes subjugam as mais fracas. Não apenas isso, mas muitas raças procuram emular os dons da vida de Ekaria e criam raças servidoras; desnecessário dizer que tais raças tendem a se rebelar contra seus criadores e os dois lados podem brandir armas e tentáculos enquanto cantam louvores à Mãe dos Monstros.

A igreja de Ekaria não possui interesse em formalidades, e dado as muitas formas de criaturas que a louvam e suas deformidades diversas, físicas ou mentais, é difícil criar uma imagem uniforme do fiel. Os elementos mais comuns são a demonstração aberta de cicatrizes (especialmente no torso ou ventre), deformidades físicas e transformações aberrantes. Obviamente seus seguidores preferem esconder essas deformações quando precisam passar incógnitos, e preto e vermelho são as cores favoritas para tal. Vermelho em particular é sua cor mais sagrada, a cor do útero e da placenta, simbolizada na lua vermelha que recebia seu nome.

Seguidores de Ekaria costumam realizar auto-mutilação para provar sua devoção a ela, usando suas cicatrizes como troféus até o dia em que Ela lhes agracie com uma deformidade ou mutilação (normalmente mostradas com reverência). Alguns poucos usam cirurgias para fazer essas alterações, mas a maior parte são simples aberrações da natureza.

Cultistas grávidas rezam por Sua bênção, transformando seus filhos em monstros que rasgam seu caminho para fora ou cujos ovos devem ser arrancados do ventre. Tipicamente esses partos perigosos são feitos com curandeiros por perto, para dar a mãe uma chance de sobreviver e ganhar terríveis cicatrizes no processo. Em tais rituais cura mágica não é bem vista, dado que tende a evitar a criação de cicatrizes, as quais os fieis veem como honra e sinal de fé. Ter diversas dessas crias é um objetivo ambicioso, especialmente devido ao fato de que muitas delas são simplesmente crianças frágeis ou deformadas demais para sobreviver muito tempo, mas de tempos em tempos uma cultista é abençoada com um monstro verdadeiro, uma criatura de garras e tentáculos voltada à destruição e corrupção.

Devido á seu papel crucial em parir crianças, as fêmeas no culto tendem a ter uma posição de autoridade maior em suas comunidades, como um tipo de fêmea alfa. Mulheres inférteis, por outro lado, tendem a ficar na casta mais baixa possível, tentando se fazer valer em posições tradicionalmente masculinas como caçadora ou guardiã, ou onde é suposta sua neutralidade como treinadora e cuidadora de filhotes, não sendo incomum mutilações para assegurar seu desinteresse por assuntos carnais. Aquelas incapazes de se adaptar tendem a ser afastadas de suas comunidades, sua infertilidade considerada uma maldição da Mãe dos Monstros.

Seguidores de Ekaria tradicionalmente comum plantas alucinógenas ou animais venenos para alterar sua percepção do mundo mortal, geralmente culminando em visões e acessos febris mas as vezes rendendo a mais pura insanidade; algumas vezes forçando tais tratamentos em outros, para que possam “enxergar como a Mãe”. Apesar de que sua maioria é muito bruta e direta para formular táticas complexas contra a psiquê dos outros, alguns membros particularmente criativos desenvolvem formas de atormentar grupos rivais (como ordens monásticas, artistas ou grupos que valorizam a beleza e pureza) com campanhas de tortura, estupro e humilhação, voltados a quebrar o espírito de seus inimigos.

A maior parte das intervenções de Ekaria tem efeitos físicos nas criaturas que as recebem. Por exemplo, um sacerdote desejando saber se deve procurar vingança contra um antigo inimigo pode acordar com seus caninos alongados à presas. Tais mudanças tendem a durar poucas horas, mas sua significância não é ignorada, apesar de que dado os variados graus de loucura entre os fiéis e a própria fé também é difícil dizer que são inteiramente compreendidas. Apesar de não ser uma deusa de curas, em casos raros seus fiéis podem acordar para encontrar seus ferimentos semi-curados ou membros perdidos tendo crescido de novo, apesar de que raramente tais curam são sem sinais físicos óbvios.

Orações para Ekaria incluem uivos, gritos, partos, sangrias e o sacrifício de humanoides ou animais. Algumas vezes substâncias tóxicas também são usadas, e não poucas vezes tudo acaba se tornando orgias de excesso de comida, sexo ou alucinógenos. O uso de música é limitado a tambores baixos para dar ritmo, ou os sons alienígenas que agradam os povos ocultos. Cultos tendem a ocorrer de noite ou no subterrâneo, apesar de que um parto auspicioso ou longo pode inspirar um ritual independente de onde ocorra.


Templos e Altares
A Mãe dos Monstros opera nas bordas da civilização. Muitos humanoides primitivos a louvam no subterrâneo ou no ermo, seus locais de encontro coisas simples, com rochas lisas e ensanguentadas, apropriadas para sacrifícios, e pouco mais. Povos civilizados geralmente não podem louvar Ekaria publicamente, e como tal só constroem igrejas dedicadas a ela nas mais depravadas das terras. É mais normal que seus seguidores criem altares elaborados debaixo das cidades, em ruínas ou outros locais secretos. Nesses locais os fieis honram a Mãe dos Monstros da forma mais grandiosa que sua situação oculta os permita.

Vestuário ritual varia de povo em povo, apesar de que o vermelho é sempre presente. O elemento comum é o uso de máscaras, dependendo do seita e da cultura podendo ser amplamente diversas. Desde máscaras de porcelana com uma calma assustadora contrastando com o sangue e loucura em volta em regiões civilizadas, à máscaras de metal imitando a aparência de criaturas temíveis a máscaras de feras entre povos selvagens e licantropos, assumir um rosto diferente é uma de suas tradições principais, louvando seu poder de mudança e evolução.


O Papel do Sacerdote


A fé em Ekaria é muito antiga, mas ainda assim primitiva em suas crenças e hábitos. Em tribos e povos, o sacerdote deve manter a fé do povo firme, cuidar de seus ferimentos e guiá-los espiritualmente, assim como é normal entre povos bárbaros. Seus sacerdotes usam magia, fé e carne para resolver disputas - uma magia de compulsão, uma ameaça de tortura ou um encontro carnal podem ser exatamente o que é preciso para lidar com a raiva, inveja ou desejo de vingança, e seus sacerdotes não estão acima de usar isso em seu favor para manter a ninhada unida.

Já em terras civilizadas, os devotos tendem a cuidar apenas de si mesmos. Além de manter o grupo coeso, o sacerdote também tem o papel de corromper o mundo em volta e trazer a glória aos seus. Dessa forma os cultos em terras civilizadas podem assumir um papel semelhante a uma sociedade secreta ou conspiração, trazendo o bem a seus servos e planejando golpes, assassinatos, torturas e vinganças contra inimigos de seus membros, com um tipo terrível de família monstruosa unida.

Como sacerdotes têm diversos filhos com diversos parceiros ao longo de sua vida, e cruzam frequentemente como parte de seus cultos, sacerdotes machos não têm certeza de quantos rebentos possuem, e fêmeas tendem a não ter certeza quem exatamente é o pai de cada cria. Essa promiscuidade é esperada do sacerdote da mesma forma que espera-se que ele cuide de um altar: Ele aprende cedo a fazer decisões difíceis e não se prender demais a nenhuma coisa ou pessoa. Essa ideia gera uma imagem de profundo egoísmo em seus sacerdotes, mas na verdade as vezes o melhor para o bando é que um de seus membros seja expulso, ou sacrificado, e nenhuma ligação pessoal fica acima do bem da ninhada.

Os sacerdotes costumam ser responsáveis por ensinar os jovens nos caminhos da Mãe dos Monstros; à temê-la ou louvá-la, dependendo do grupo em questão. Apesar de dificilmente poderem ser considerados como boas babás, muitas vezes em uma tribo são os sacerdotes de Ekaria os maiores responsáveis pelos filhotes, crias e crianças, seja sua educação ou mesmo segurança entre povos canibais. Dito isso, seus servos não estão acima de punir as crianças física ou mentalmente, e a doutrina de louvor e medo é colocada em seus corações desde cedo, seja em povos bárbaros ou civilizados.

Além dos sacerdotes ligados à suas comunidades tribais, sacerdotes em terras civilizadas podem se esconder entre leprosos e mendigos, usando sua carne distorcida para se misturar entre as castas mais baixas e encontrar novos fiéis. Outros fieis procuram os males da mente e se infiltram em hospícios como curandeiros, arranjando fugas para aqueles que podem servir aos interesses do culto.

Para ganhar as bênçãos da Mãe dos Monstros, o sacerdote faz suas oferendas à meia-noite, de uma entre três formas:

A primeira delas é praticando atos carnais com a intenção sincera de engravidar a si ou seu parceiro. Para isso é apenas necessário que os participantes sejam férteis e de alguma forma compatíveis, nem que através de magia. Fora isso eles não precisam ser voluntários, hábeis ou sequer da mesma espécie, e não é incomum que tais ritos sejam feitos em formas de orgias com diversos parceiros. De fato, desde que esteja envolvido no ato, o fiel não precisa ser aquele a dar ou receber a semente.

A segunda é sacrificando uma criatura que esteja viva a no máximo uma semana. É preferível filhotes de outras espécies do mesmo tipo, apesar de que criaturas grandes ou inteligentes em geral são aceitáveis. É ofensivo o sacrifício de criaturas insípidas ou inferiores, como insetos, e tais oferendas são vistas como uma forma de tentar se esquivar da Mãe dos Monstros, e tais atitudes costumam ser repreendidas com dores e febres.

A terceira forma é usando sangue menstrual (ou o equivalente de espécies mais exóticas) para pintar símbolos em si e nos fieis, e participar de uma orgia de dança e alimentos alucinógenos. Essa oferenda de mente e suor costuma ser feita em volta de fogo, em locais apertados ou com grande calor, como uma sauna, a fim de providenciar uma mente mais aberta para visões. Nem todos os fiéis aguentam o procedimento todo, e os desmaios provocados nesses ritos costumam vir acompanhados dos piores pesadelos e mais terríveis visões.


Relações
O culto de Ekaria tende a ver todas as outras religiões como inimigos potenciais, apesar de que seu foco é no mortal e aberrante, e não no divino. A ligação da religião é mais estreita, de uma forma ou de outra, com divindades cujo portfólio se aproxima do seu, como Dheia, Mirn e Urdrak, guardiões e representantes da fertilidade e beleza, paz e prosperidade, feras e santidade do mundo natural, respectivamente, mas também de Taliesin, protetora do véu e da magia, e Asvar, o temível caçador da impureza e destruidor de seus filhos. Seus fiéis são incentivados a levar destruição e deformação para servos de outras divindades, como Halmyr e Varldis, mas tais atos de agressão são compreendidos como a selvageria natural da Mãe dos Monstros.

A batalha mais óbvia, porém, é com o culto de Naiuray, pois as duas divindades são tradicionalmente conhecidas como inimigas, por um motivo ou por outro. Em algumas lendas naiuray é a guardiã dos mortais e atrapalha os planos de Ekaria, em outras é a senhora dos licantropos e as duas dividem um portfólio, e em outras naiuray roubou o mundo físico de Ekaria e a confinou ao além. De uma forma ou de outra o culto de Niauray foi levado quase à extinção pelo culto de Ekaria, especialmente nos grandes centros, e sua batalha eterna continua, mesmo que escondida dos olhos mortais.



Três Mitos
Além do Espelho: Na realidade além do além, onde a mente não consegue compreender a não-realidade, Ekaria e sua influência preside suprema, e de lá seus filhos brotam para o mundo dos mortais para espalhar sua influência. Suas crias atacadas por druidas, ela tomou a forma deles e os prendeu em seu mundo, os torturando e distorcendo até se tornarem uma força para lhe servir. Esses seus filhos, chamados de Kaorti, foram então soltos no mundo, para destruir os odiados orcs e libertar sua influência.

A Grande Devoradora:
A muito tempo atrás, Ekaria desejava influência sobre os mortais protegidos por sua inimiga Naiuray. Ela criou uma armadilha para ela, andando por todos os cantos do mundo até a entrada do seu lar, onde a caçadora foi surpreendida por diversos filhos ululantes. Quando a caçadora estava devidamente ferida ela saltou sobre ela e as duas batalharam ferozmente. Enfraquecida e ferida, Naiuray prendeu ambas na forma da lua, mas de seus ferimentos sangue escorreu e formou a lua escarlate, eterna prova de que Ekaria não será contida.

Mãe dos Monstros:
Ekaria uma vez chamou todas as feras do mundo selvagem para sua presença. Milhares de terríveis senhores das feras posicionaram-se frente a ela. Dentre todos ela ficou fascinada pelo Pai Lobo, e ordenou que se tornasse o príncipe dela. De sua união nasceu o primeiro lobisomem, e sua influência foi espalhada a sangue entre outros povos. Outras lendas falam que ela cruzou primeiro com A Serpente do Mundo, e que o criador dos Yuan-Ti foi o resultado.


Três Aforismos
Abençoada seja a Mãe: Parcialmente uma jura, parcialmente uma oferenda, essa invocação pode ser um grito de guerra, um pedido de ajuda ou uma oração de agradecimento, dependendo do contexto. É falada durante o parto para unir a mãe com Ekaria para garantir uma cria forte. Em rituais onde criaturas são sacrificadas, a vítima primeiro é sangrada e seu sangue usado para escrever essa frase em runas simples.

As Cicatrizes são a Prova: Quando fieis entram em conflito, eles podem concordar em um duelo de cicatrizes, comparando feridas e deformidades como sinal de favorecimento divino. Entre fêmeas as cicatrizes no ventre oriundas de partos monstruosos costumam ser o fator decisivo. O poder dessa frase se carrega no dia a dia, uma espécie de jura de honra.

Que a Mãe Sonhe: Dito como uma bênção para si ou outros (“com você”, “comigo”, etc), é um pedido de guia e de ajuda, esperando receber um sinal ou dica sobre como agir. Os sinais de Ekaria costumam ser sonhos, visões e pesadelos horríveis, mas em que as mentes distorcidas dos fiéis enxergam caminhos e decisões.


Quatro Arquétipos
Corruptor: Escondido a vista, esse tipo de cultista espalha a influência profana de Ekaria sem mostrar sua face. Ele pode governar licantropos locais e criar ódio pela civilização, incentivando um eventual banho de sangue; trabalhar como parteira e corromper algumas poucas mães dentre diversas, deixando a igreja de Dheia culpar-se pelo ocorrido; ou capturar pessoas na noite para torturar, deformar ou enlouquecer, fazendo com que as entidades locais suspeitem de outros cultos ou assassinos em série. Seja a forma preferida de agir, eles mantém-se incógnitos, as vezes por anos, um câncer infestando a região e trazendo sofrimento.

Cultista Aberrante:
Um dos tipos mais comuns de cultistas de Ekaria são aqueles que servem a senhores aberrantes. Não ser um membro dessas espécies garante que ele jamais seja considerado um igual, ou mesmo digno, mas a imagem de certas criaturas, sem contar seus temíveis poderes, muitas vezes é o suficiente para quebrar a mente de mortais. Pessoas aparentemente normais que trabalham com agendas aberrantes, procurando trazer o fim da civilização em nome de senhores incompreensíveis, esperando por seu trabalho apenas o direito de serem os primeiros a serem destruídos, são criaturas loucas e sem nada a perder, o que as torna entre as mais perigosas.

Deformado Abandonado:
Os povos civilizados não são gentis com aqueles que nascem diferentes do normal. Sejam os loucos, os doentes ou os deformados, tais figuras tendem a encontrar apenas ódio, asco e abandono em vilas e cidades. De “bobo local” a forçados a viver em cantos ou usando mantos para esconder sua forma grotesca, esses dejetos da sociedade podem encontrar, ou ser encontrados, pela igreja da Mãe dos Monstros. No culto um abandonado encontra respeito, desejo carnal e até louvor por seus defeitos físicos ou mentais, bem como interesse e meios de vingar-se da sociedade que os abandonou.

Senhor das Feras:
Mais primitivo do que outros pares, esse tipo de cultista pode ser um senhor tribal ou licantropo, entregue as paixões carnais e brutais de Ekaria, espalhando sua influência através da guerra, dor e tortura. Licantropos naturais, especialmente os que crescem com medo da civilização e da prata, tendem a se voltar para ekaria e entregarem-se para a Fera interior, mas também pode o fazer o infectado e transformado, trocando sua sanidade por um módico de controle sobre a forma.

This entry was posted on sábado, junho 14, 2014 at 14:19 and is filed under . You can follow any responses to this entry through the comments feed .

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