Ira de Ashardalon - Khain  

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Ira de Ashardalon

Khain
A fronteira, a cidade dos navios, a cidade das águas.


Governo: Aristocracia (conselho mercante e militar).
Religião: Dheia, Cassep, Erdmar, Saranis.
Símbolo: O Leviathan de Khain.
População: Cerca de 35.000 (originalmente 50.000).
Importa: Produtos típicos das nações mercantes, madeira, aço.
Exporta: Navios, marinheiros, produtos típicos do norte, heróis.
Tendência: Vermelho.

Perigo: +10.
Valor Base: 10.000pp.
Limite de Compra: 60.000pp.
Valores: Corrupção -1, Crime +1, Economia +3, Erudição -1, Lei -2, Sociedade +4.


“Khain é uma das mais belas cidades de todo o Reino Unido, devido à sua construção única: Parte grande sua estrutura fica em meio às calmas águas doces do Mar Interno. Uma maneira muito comum de se mover pela cidade é através de barcaças e barcos a remo, tanto que muitos se especializam nesse tipo de trabalho. É uma cidade mercante e militarista ao mesmo tempo, a cidade tem todo uma mistura de emoções e sensações diferentes, sendo considerada extremamente romântica.

Vida e Sociedade: A pessoa típica de Khain é mais limpa do que o padrão, senão mais nada pela quantidade grande de água na cidade. As muitas pontes de pedra que levam de setores a outros da cidade por sobre as águas oferecem lugares naturais para o comércio, e a cidade em níveis, e o deslocamento por sobre a água oferecem muitos empregos aos habitantes. Apesar da taxa de crime, e dos ocasionais ataques de piratas, o cidadão típico de Khain tem uma natureza livre e um amor pela miríade de experiências que a cidade mercante pode os trazer.”

A Vida em Khain

A vida cotidiana em Khain esta cheia de pequenos gostos, comuns para aqueles que vivem na Bela Cidade, porem encantadores para os visitantes ou os muitos imigrantes. O som das águas, o movimento de pessoas e a musica que é escutada a toda esquina fazem da cidade uma mistura de dinamismo e classe, um lugar romântico onde parece que os amores são mais fortes e as paixões se realizam melhor.

As pessoas de Khain adoram pequenas modas. Constantemente um novo tipo de roupa aparece, uma nova gíria, ou um novo comportamento que é facilmente engolfado por todos os setores da sociedade. É um lugar onde trovadores podem se tornar do dia à noite em estrelas, e onde a esquisita moda de aventureiros pode de repente se tornar corriqueira entre as pessoas. Estas modas são de uma originalidade assombrosa, a maioria parece ter se engendrado nos mesmos mecanismos que movem a cidade, e se encalçam perfeitamente no cotidiano da cidade.

Como é uma cidade que comporta muitos marujos e sua historia e folclore é ligada a eles, Khain é permeada pelas mais diversas superstições, algumas tão enraizadas no comportamento popular que tornam-se reflexos. Algumas destas superstições são: Nunca desembarcar de um barco com o pé esquerdo, nunca dizer o nome de outro deus que não for Saranis enquanto navega, nunca atrapalhar um barqueiro em seu serviço, nuca matar uma Borboleta do Raio de vontade própria, deixar um cesto com comida na janela mais alta quando chove, deixar uma moeda de prata baixo a língua dos mortos antes de serem enterrados, entre outras.

Os empregadores costumam dar dia de folga a seus operários a cada 15 trabalhados, dias que são ocupados se divertindo e visitando os diversos parques e praças da cidade, assim como a praia Doce.

As pessoas de Khain tomam banho e se asseiam bem mais vezes que uma pessoa comum de outro lugar, e também parecem mais saudáveis graças aos esforços da igreja de Erdmar.


História regional
A cidade das águas foi fundada após a Era das Batalhas, em 80 Era das Consternações (-270 EA), por pessoas que cruzaram o Mar Interno supostamente com a ajuda do Leviathan de Khain, que encontraram alguns bosques, acampamentos de outros povos não-humanos, e, especialmente, terras abençoadas e férteis. A história de Khain conta que esses colonizadores, procurando escapar das guerras que ainda se mantinham ao norte do Mar Interno consideraram o lugar uma terra abençoada, e então a cidade começou a cada vez mais atrair pessoas que fugiam das guerras. Não demorou muito para que a cidade se tornasse grande, e sua diversidade de pessoas, tanto do norte quanto do sul, mesclasse uma identidade que valoriza a glória pessoal, arte e liberdade.

Khain recebeu então o título de Capital de um dos reinos unidos, e o reino de Selvalis foi criado, dando direito real as terras férteis. Como então, a cidade apenas prosperou ainda mais. Atualmente, a cidade de Khain é ainda um grande porto mercante de valiosas mercadorias vindas do sul pessoas de Khain se consideram guardiões de coisas muito valiosas, suas famílias nobres, príncipes mercantes, exército e religiões mais importantes em uma balança de poder que pouco diz ao homem comum.

A historia recente de Khain, assim como de quase todas as grandes cidades do mundo inteiro, está marcada pelo ultimo período negro: A queda da Estrela Negra. A cidade sofreu bastante com as chuvas, pois as construções de madeira dos mais pobres incendiaram rápido, e com a poder de Saranis sendo cortado gradativamente pelo Deus Aberrante, o mar saiu do controle dos sacerdotes, tornando-se hostil ate mesmo para os sagazes devotos de Saranis. Grandes ondas açoitaram as ilhas e as costas, construções foram destruídas, peixes e frutos do mar morreram em massa, a quantidade de corpos de animais e pessoas envenenou as águas limpas dos cais, fontes e rios, e hordas de criaturas terrestres e aquáticas, desesperadas, atacaram a cidade. Foi um período de muito caos, onde varias guildas e personalidades não sobreviveram ou tiveram seu poder cortado, mas outras se ergueram com valor para resistir aos pesares. As chuvas foram uma época de caos na cidade: Mais de 20 mil pessoas morreram entre a destruição e as incursões de monstros.

Depois que O Aberrante foi derrotado e os monstros expulsos provisoriamente, foi a vez da Frota Fantasma: Um poderoso Lich chamado Kravnos, tomado por loucura destrutiva, ergueu uma armada de barcos fantasmas das profundezas do Mar Interior. Milhares de embarcações de guerra de todas as eras, tripuladas por esqueletos e fantasmas, atacaram os portos importantes da região. As nações do mar interior entraram por separado em combate com a frota, mas esta era invencível. Então o Leviathan de Khain inspirou em sonhos heróis para formarem o que foi depois chamado a União do Leviathan, uma aliança entre as armadas de Elhedond, Marinian, Selvalis e Leriturth, e os mais bravos piratas do mar interior. A União do Leviathan entrou em combate com a Frota Fantasma por primeira vez frente à cidade de Elhedond. Testemunhas ainda contam emocionados como foi ver milhares de embarcações de guerra e milhões de marujos lutando, como nos tempos antigos. Dificultosamente, a União ganhou espaço ate que, frente à Ilha de Onix, no mesmo centro do mar interior, Kravnos foi derrotado pelos heróis do Leviathan e figuras conhecidas das quatro cidades, finalmente encerrando a maldição. A armada de Marinian foi liquidada e as de Leriturth e Elhedond e Selvaris foram severamente diminuídas, dando mais espaço para pirataria e monstros dominarem cidades e ilhas no mar interior.

Enquanto se poderia esperar alianças entre as rivais Leiriturth e Selvalias, por causa das batalhas marítimas custosas para ambos os lados e da crescente quantidade de piratas, foi exatamente o oposto ocorreu quando os restos da Frota Fantasma foram destruídos. Leiriturth fez ataques e mandou suas tropas contra o porto de Carenza, mais próximo de seu território, o qual foi rechaçado pelo exército de Selvalis. Do outro lado da moeda, Sevalis atacou e tomou a pequena cidade de Orkova, o porto de Leiriturth para o Mar Interno, aprisionando seu regente e senhor como refém de guerra, e exilando sua aristocracia de volta para a capital. Quando Leiriturth mandou tropas para retomar Orkova, ambos os lados deixaram a fachada de civilidade para trás, as bandeiras foram rasgadas e o sangue correu pelas ruas. O exército de Selvalis ordenou a cidade ser queimada até a última casa, e as tropas de Leiriturth foram deixadas para fugir, tentar salvar a cidade ou arder nas chamas.

Após esse evento, relações diplomáticas com a Terra do Dragão rapidamente decaíram. Embaixadores de Selvalis em Tulmatus foram passados à espada ou feitos em Pira Dracônica perante a população. Em Khain, membros exaltados dos Senhores de Khain não deram destino muito melhor aos embaixadores de Leiriturth. Os pedidos de paz dos embaixadores e diplomatas de Irritarria de pouco serviram para qualquer coisa, e o exército então tomou o assunto em suas mãos: A maior parte do exército restante, concentrada em terra firme nas regiões rurais e fronteiriças de Selvalis marchou contra as pequenas vilas rurais e fortes de Leiriturth que originalmente ficavam próximos de Orkova e os esmagou debaixo de seu poder, queimou sua terra e, de certa forma, criou um cordão de ermos não civilizados e queimados que separa a fronteira de ambas as nações. Oficialmente, as duas nações declaravam guerra, e a expulsão uma da outra do Reino Unido.

Na região ocidental de Selvalis, o povo, bem como os capitães e marechais do exército, sente uma nova corrente de pensamento nacionalista, para provar a supremacia do jovem reino dentro de suas próprias fronteiras. Na região oriental, as vilas rurais e pesqueiras ouvem os rumores da guerra mas não se afetam com o que não afeta suas vidas. Em Khain, porém, a situação é completamente diferente.

De um lado do jogo político, os Merlo, encabeçados por Liliana Merlo, tem um poder considerável dentro da cidade de Khain, sendo responsáveis pelos estaleiros. Liliana, que também é a atual líder do Conselho dos Senhores de Khain, tem uma visão de parar a guerra contra Leiriturth, que pode ser fatal para Khain. Enquanto essa visão recebe clamor da região oriental e dos príncipes mercantes, é vista com desgosto tanto pela região ocidental, onde o exército tem grande poder, quanto pela própria cidade, cuja população é conhecida por gostar de uma “boa briga”, mesmo sem realmente conhecer os horrores da guerra.

Do outro lado, enquanto não são uma das famílias de sangue nobre, os Sorrento são encabeçados pela figura de Calisto Merlo & Sorrento, esposa do almirante Gabriel de Sorrento e irmã de Liliana, que apóia mais abertamente o exército e suas decisões, recebendo a aclamação do povo, que em muitas partes diz que Calisto deveria ser colocada como líder do Conselho.

É dessa maneira que a tensão cresce nas ruas, criando acusações e brigas entre o caloroso povo de Khain, e a ira paira no ar. Enquanto o exército apóia a figura de Calisto, e dessa maneira os Sorrento, as outras três famílias nobres lançam-se de apoio a Liliana, unindo assim as famílias nobres. Em um movimento inesperado, a heroína de Khain, Louise Del Ademeante, lança que o reino de Selvalis precisa ter um governo firme e centralizado para essa hora, e não brigar entre si, significando que é hora de Khain voltar a ter um Monarca. Em um raro ato de concordância, tanto O Olho quanto o Exército de Khain concordam com isso, levando a aristocracia à loucura em alianças com as duas Merlo.

A tensão crescente se manifesta nas ruas, os dois lados dos apoiadores das Merlo discutem ainda mais, mas finalmente o conselho chega a uma decisão: Os Merlo são a família monarca, e Calisto Merlo é a nova rainha de Selvalis.


O Governo

O governo de Selvalis segue um modelo estruturado comum em outros reinos das Terras Centrais, com um Monarca auxiliado por um Conselho que vota ajuda com decisões. Nos períodos em que Selvalis não possui um Monarca, o conselho possui todo o poder, porém atualmente, rainha Calisto Merlo toma as decisões, e o conselho respeita sua autoridade. Abaixo da Rainha, o governo de Khain se divide em três grupos.

Conselho: O Conselho dos Senhores de Selvalis é o centro de governo de Selvalis, com todas as funções desde a criação de leis à decisões à nível regional e de nação. Atualmente, são conselheiros e votantes em decisões que são feitas pela rainha. Tradicionalmente quatro postos são ocupados pelas quatro famílias aristocratas de Khain; quatro por famílias menores de Selvalis; quatro por príncipes mercantes e grão-mestres de guildas; e finalmente quatro pelos generais do exército. Os diplomatas de Selvalis respondem ao Conselho.
Magistrados: Sempre existem quatro Magistrados em Khain, que cuidam dos assuntos de dia-a-dia de controle da cidade. Os magistrados reportam-se ao conselho, mas obedecem apenas à rainha. Seus membros são o Magistrado do Comércio (Andréa Montegone), que costuma ser a pessoa mais odiada da cidade, por ser o responsável por impostos e sua coleta; o Magistrado dos Gastos (Riccardo Agostini), que por outro lado tende a ser uma das pessoas mais amadas, que aponta onde o dinheiro público pode ser gasto; o Magistrado da Regulamentação (Nina de Costria), que é responsável por pesos e medidas no comércio, bem como fraudes e manutenção do dinheiro; e o Magistrado do Turismo (Aurora Baldovino e Calogera), responsável pelo cuidado da cidade, suas festividades, e que supervisiona os Guardiões das alas da cidade, que em turno ouvem os representantes de cada distrito.
Árbitros: Os árbitros de Selvalis são os juízes de paz e de lei, que resolvem disputas e sentenciam os culpados. O Árbitro Sênior é Henrique de Lasconne, homem com fama de cruel entre os bandidos da cidade. A Guarda Alessandra responde diretamente aos Árbitros, e trabalha em conjunto com os Magistrados.


Famílias Nobres

Agostini:
A família Agostini especializou-se em componentes mágicos, bugigangas mágicas, aparelhos e conhecimentos arcanos. A linha comercial deles vá de Elhedond ate Canceri e alem. A senhora da casa é uma matriarca chamada Adelia Agostini, que também é uma das diretoras de Escola Real de Arcanismo e Hermetismo de Selvalis.
Merlo
: A casa de Merlo é a guilda responsável pelos estaleiros. Pouquíssimos e péssimos são os barcos que saem de Selvalis sem o visto de qualidade dos mestres da guilda de Merlo. O velho patriarca Merlo morreu durante as chuvas, e suas duas descendentes, Liliana e Calisto, cuidam do rico negocio.
Montagni: Os Montagni são provedores dos melhores marujos e mão de obra especializada. Se diz que nenhum navio parte de Khain sem a assinatura de um Montagni. Os lideres da família é um senhor chamado Augustus e sua esposa Carolina.
Santoro: A família Santoro se especializou no comercio de espécies através do mar interior. Sal, pimenta, chocolate e outros produtos caros fluem através de seus barcos, e em todo grande centro econômico do continente é possível encontrar facilmente caixas com o selo Santoro contendo produtos desejados. A casa é regida por Pietro, um alto sacerdote de Cassep.


Organizações Importantes

A Escola Real:
O maior colégio arcano de Khain, é uma construção murada chamada de Salão da Invocação, protegida por muros de 9m de altura. Como a maioria das escolas de hermetismo, o custo para inscrever um aprendiz é alto, e os estudos são severeos.
O Exército: O exército de Selvalis possui forças armadas por toda a nação, especialmente nos ermos e nos fortes. Em Khain em particular, seu poderio, orgulho e honra é a Marinha. Os oficiais de Khain protegem a região da cidade bem como das outras duas cidades menores contra piratas, monstros e o que mais, sejam com navios ou seus patrulheiros montados em hipogrifos. Suas cores de preto e dourado são sinônimo de Honra e Vitória.
A Guilda dos Barqueiros:
Uma das mais nobres tradições de Khain, os barqueiros são praticamente um símbolo nacional. Navegando através dos canais que permeiam a cidade, eles são aqueles que levam as suas almas a seus destinos, assim como Charon. A tradição é passada de pai á filho durante gerações, e carregam um estrito código de conduta, como a de nunca negar viajem a ninguém, assim como discrição total. São mensageiros dos amantes e dos odiados, transporte dos justos tanto quanto dos injustos.
A Guarda Alessandra: A icônica guarda da cidade é conhecida por sua eficiência e por seu estilo duelista tradicional de Khain.
A guarda começou a se mostrar cada vez mais efetiva após as chuvas de cristal, quando vários dos velhos, corruptos e arcaicos comandantes morreram ou foram aposentados, dando passo a um comando mais jovem que adquiriu rapidamente experiência nos tempos de sombras. Muitos dos coronéis e capitães começaram como soldados rasos.
As unidades de campo da guarda lutam com bestas e baionetas, porem as melhores treinadas utilizam afiadas técnicas de esgrima e luta com as suas capas. Eles usam tabardas azul claro com o Leviathan em branco em seu peito, elmos e chapéus da mesma cor com penas brancas.
O Olho: O Olho é uma mistura de polícia investigativa, serviço secreto e organização de espiões, leal à Khain e que responde diretamente ao Monarca, ou ao Líder do Conselho no caso de que um monarca não se faça presente. Como era de se esperar, o Olho possui aliados no Reino Unido inteiro, e uma liberdade de fuçar e revirar o que quiser que enfurece à Guarda Alessandra e o Exército. Não possuem um uniforme, mas são conhecidos pela extravagância de seus equipamentos e técnicas.
A Régia Escola dos Navegadores:
Um exclusivo centro de formação, o colégio dos navegadores recruta adolescentes das mais altas castas sociais assim como “jovens e pobres prodígios”. Neste colégio os alunos aprendem as mais sofisticadas artes da navegação, assim como artes arcanas que lhe servirão para sua futura profissão. Cada formando, por pior que seja, é disputado ferozmente por capitães independentes, guildas e governos de varias nações, devido à fama de serem os melhores dos melhores navegantes do mar interior. A Régia Escola tem um dos mais completos acervos sobre tudo o que tem a dizer do mar interior, suas correntes, ilhas, espécies únicas, segredos, ctr. Muitos dos documentos são extremamente valiosos e perigosos nas mãos erradas, por isso são protegidos com todo sortilégio de armadilhas mágicas e guardas confiáveis 24 horas por dia, todos os dias.
O Sindicato: Contam na rua que seis dos mais poderosos senhores do crime e corruptos e ricos lideres de guilda tem formado uma aliança que é conhecida como O Sindicato. Esta organização criminosa é responsável por assaltos a lojas de ourives e a templos de Cassep, assim como interferindo diretamente com negócios do governo e ate dos piratas locais. Os crimes tem se tornado cada vez mais ousados e violentos, e não são poucos os que já foram “mandados a dormir com os peixes” pelo Sindicato.


As Guildas

Khain é essencialmente uma cidade mercante, e como tal, a economia é racionalizada, quer dizer, é dividida entre Guildas de ofícios e casas que organizam e cuidam de setores da produção econômica. Guildas cuidam zelosamente da sua função, e existem guildas para tudo: Carregadores de água, de leiteiros e padeiros, fazedores de sapato e fabricantes de óleos. Caso alguém queria abrir um negocio deve associar-se a Guildas de seu oficio ou receberá retaliações econômicas e as vezes materiais. A cidade, regida por mercantes, aprova embargo econômico a sujeito que teimem desobedecer às organizações de comercio, e é considerado ilegal estabelecer um negocio sem se registrar.
Apesar de ruim que pode parecer num começo, a padronização pelas guildas trás bastantes vantagens ao consumidor: Sabe-se que o produto final tem garantia, que tem procedência legal e que possui algum tipo de padrão de qualidade (mesmo que às vezes bastante baixo). Existe comercio que é periférico ao domínio das guildas, por exemplo bazares e mercados negros. Os chefes das guildas e governantes fazem vista grossa a este tipo de pratica, pois de algum modo ela também é necessária ou útil.
Em Khain, as guildas são gigantescas corporações no melhor sentido da palavra: As maiores contam com legiões de contadores e magistrados, alem de grupos armados. As guildas na cidade estão associadas a famílias, e recebem o nome mais técnico de Guildas Familiares, tendo muitas vezes características de organização econômica como de nobreza (mesmo que sejam cidadãos livres, na sua maioria).
Seja como for, as guildas são uma das principais forças em Khain e por extensão no mar interior inteiro. Elas ditam as regras de Selvalis, assim como possuem poder militar consideráveis sozinhas. São organizações que um aventureiro esperto em Khain sempre ficará atento, tanto por chances quanto por precaução.


Religião

O Clero de Dheia:
Os devotos á Mãe Amorosa se consideram os defensores da beleza e do amor da cidade. Eles lutam e trabalham constantemente para enfrentar, eliminar ou curar males que ameacem a cidade como um todo. Os feitos dos seus paladinos e suas sacerdotisas são cantados pelos trovadores e fazem parte das canções favoritas das pessoas de Khain, e se tornaram símbolo da literatura Selvaliena, amplamente difundida em todo o continente.
A história do clero de Dheia na cidade esta recheada de atos heróicos que ressoam firme no coração romântico da cidade. Historias contam de românticos paladinos e belas sacerdotisas combatendo piratas e outros malfeitores, sempre os derrotando em nome do amor e da beleza. O dia-a-dia das igrejas, porem, não são recheadas de tanta adrenalina. O clero d’A Deusa organiza competições de trovas, festas, cuidam de parques e bailes. Porem, sempre está disposto a fazer parte das grandes aventuras, ativamente com seus heróis ou servindo-lhes de apoio.
O Clero de Cassep: Os sacerdotes de Cassep têm uma grande importância para a nação assim como para todo o norte, é através de Khain e mais especificamente frente a seus olhos zelosos que grande parte das trocas comerciais norte-sul do continente ocorre. Eles são os que cuidam e organizam o Posto de Troca e a Praça Central, tendo um belo templo no lugar. O os clérigos d’O Dourado servem como intermediadores e testemunhas em tratados comerciais; zelam pelo bom andamento do comercio, assim como ofertar os serviços básicos que seu templo oferta em outras cidades comerciais importantes.
O clero cultiva ódio contra piratas, que quebram o bom andamento de uma transação. É comum que as recompensas pela captura de piratas que a cidade oferece sejam abastecidas pelos cofres da Igreja. É mais, o próprio clero possui alguns poderosos navios de guerra, como O Ourives e a Filha dos Sonhos, que zarpam trás de piratas que sejam especialmente ativos. O clero de Cassep em todo o território de Khain é militarizado. Sabendo da importância da região para o comercio, eles investem pesado em fortalezas e mercenários, e não chega a ser anormal escutar da igreja organizando uma cruzada contra algum grupo de humanóides ou bestas que estejam deturpando o comércio.
O Clero de Erdmar: As igrejas d’O Lutador que são possíveis encontrar na cidade são tão diversas quanto os tipos de pessoas e profissões que se pode achar em Khain simplesmente dando uma volta matinal. Erdmar é um deus bastante popular dentro das castas mais baixas, já que muitos dos valores deste são importantes para o trabalho e o dia-a-dia das pessoas comuns. Força Física para trabalhar nas docas e Coragem para encarar o mar e seus perigos são dois dos domínios mais seguidos pelos sacerdotes.
É possível dividir os seguidores de Erdmar dentro da cidade em dois grandes grupos. É uma divisão inexata, devido à miríade de igrejas independentes que permeiam a cidade, porem didaticamente mais fácil de entender. Existem aqueles que dedicam-se, como um culto de Erdmar “padrão”, a Gloria: são eles que organizam competências de esgrimas e são donos e juízes do Salão de Duelo, esta facção é bastante popular entre as pessoas de maior renda, e também entre os diversos capitães que entendem a importância de ter um excelente lutador e mestre de armas dentro das suas naus, coisas que esta facção preenche facilmente. Contam historias de pessoas de esta tendência clerical ajudar ou participar diretamente em atos de pirataria, mais pela emoção e os desafios que pelo mesmo lucro que possam ter, mas claro, ninguém na cidade jamais falou isso na cara de um sacerdote de Ermar e saiu com todos os ossos intactos
A outra facção, mais numerosa porem muito menos influente, é composta de sacerdotes dedicados a trabalhar direto com a população. Podendo ser considerados ascetas, muitos deles seguem votos de pobreza e outras privações auto-impostas (para auto-provação constante), e percorrem os bairros mais pobres tendo pequenos templos espalhados, abertos a aqueles que precisem e que saibam se curvar perante a força do seu deus. Estes sacerdotes trabalham ativamente para incentivar uma alimentação saudável entre as pessoas, assim como prevenção de doenças e higiene básica. A população lhes devolve o favor sempre lhes oferecendo ajuda é moradia para aqueles cujo voto lhes impede de ter próprios bens.
Graças a este ultimo culto, o trabalhador normal de Khain é mais saudável e limpa que de outros lugares.
O Clero de Saranis: De longe a mais cultuada deusa da cidade é a senhora das tempestades. Como a vida de Khain, seu comercio e sua alimentação estão ligadas ao mar, oferendas a deusa são extremamente comuns. Não apenas isso, mas a atitude tempestuosa e soberana, o amor pelo mar e por uma boa briga batem fundo no coração do povo de Khain. O clero goza de muita riqueza e de prestigio dentro da cidade, e os moradores vem os sacerdotes da Rainha do Mar com misto de medo e admiração.
Os sacerdotes da Rainha são na grande maioria homens, que, menos temperamentais que suas companheiras, são mais dispostos a ajudar os mercadores e marujos a aplacar a fúria de Saranis. As mulheres, mais explosivas por canalizar mais facilmente a fúria da Rainha do Mar, são delegadas a pequenas igrejas em povoados dentro do mar interior e na costa.
A igreja nesta cidade acumulou grandes riquezas graças a gordas doações e a contratação de membros das suas fileiras para acompanharem navios em suas viagens, assim como inspecionarem a construção de naus assim como os batizar pela gloria d’A Senhora das Tempestades.


Personalidades

Aldo Benedicto:
O diretor-chefe da maior escola de hermetismo de Khain, é um homem neutro para a política mas com muitos elos em círculos diferentes da cidade.
Amadeus Tornincasa: O Chefe da guilda dos Barqueiros é um homem a qual as pessoas abrem passagem nas ruas. É um homem de voz grossa e língua afiada que sempre anda sozinho. A população sussurra que ele é em realidade um servo de Charon, e que sua passagem e seus atos não devem ser contrariados, pois são desígnios Do Barqueiro.
Antonio Di Aldebrandi: O homem mais rico da cidade, Antonio é um antigo aventureiro e os bardos da cidade comumente cantam suas canções. Sua saúde vem cada vez mais precária devido aos seus velhos ferimentos e sua idade avançada.
Calisto Merlo: A atual rainha de Selvalis, a Merlo mais velha, é uma mulher de ações e decisões firmes. Seu espírito guerreiro e sua proeza com uma espada, desnecessários para alguém de sua posição, fazem com que ela seja vista como a rainha que levará Khain à sua glória. Por outro lado, muitos afirmam que a rainha é simples beirando o simplório, e que o trono de Selvalis pertence ao seu Rei Consorte. Os defensores dizem que se esse for o caso, ao menos o “poder por trás do trono” ainda é um homem do exército, e que Selvalis está em boas mãos.
Cameron Köhler:
Um(a) dos aventureiros que ajudou a salvar a cidade da Frota Fantasma, e o(a) único(a) que estabeleceu seu lar em Khain. Uma figura andrógena e estranha, munida de algum tipo de beleza que beira o sobrenatural, é um(a) poderoso(a) arcanista, professor(a) honorário(a) da Regia Escola dos Navegadores. Ele(a) é uma figura que conta com muita agradecimento do publico, mas não faz nem de perto o tipo de herói(na) que a população gosta. Pessoas costumam se referir a ele(a) como homem, mas são longas as discussões para saber qual é o sexo do(a) herói(na) que salvou a cidade.
Comodoro Rigurus, o maneta:
O velho líder da Frota de guerra de Selvalis ainda é um homem imponente e poderoso, senhor supremo sobre grande parte dos navios de guerra do mar interior. Durante as chuvas, o antigo ódio do Comodoro por piratas teve que ser colocado de lado quando se viu obrigado a cooperar com os três piores piratas para salvar a cidade da Frota Fantasma.
Capitão Bordeni, o vermelho: O pirata mais famoso da região, Capitao Bordeni e seu Navio, A Nuvem Vermelha, tornaram-se lenda entre os navegadores: Após as chuvas foi a Nuvem Vermelha e seu Capitão que, na ultima batalha entre a União do Leviathan e a Frota Fantasma, passou por entre centenas de navios recheados de mortos vivos, e guiou sua nau em combate contra A Sombra do Esquecimento, o navio do almirante Kravnos, enquanto um grupo de heróis lutava contra o Lich. O capitão conseguiu fugir das autoridades, e ao que dizem, gostou desse negocio de vários barcos e organização, e esta montando um governo pirata tendo ele como figura principal
Danica Montero: Uma corsária que tem se tornado famosa nos últimos tempos pelos seus feitos assim como pela sua simpatia. Dona de um carisma incrível, ela comanda um barco chamado O Albatroz Púrpura, de um design arrojado e único. Os detratores de Danica alegam que ela é só imagem, porem a maioria da população a defende como sendo uma das “boas piratas”.
Giancarlo Orisini: Dono da renomada Escola de Combate Orisini, é um homem com opiniões muito severas e específicas sobre o governo, fato que lhe causou quantidades grandes de problemas em ocasiões diversas.
Ilana Kroft: O sobrenome Leiriturthiano da marechal da Guarda Alessandra não faz com que as pessoas ousem questionar sua lealdade. Mulher firme, de cabelos escuros e utilizando, contrário ao resto da guarda, uma bonita armadura vermelha, Ilana tem apenas o bem-estar de Khain em mente. Dizem as histórias que ela é a amante secreta de Liliana Merlo.
O Leviathan: A lendária serpente-dracônica azul de Khain é um símbolo nacional de Selvalis há muito tempo. Dizem que foi a serpente que guiou os primeiros exploradores a essas férteis terras. Duas vezes por ano é realizado um festival em nome do Leviathan, que dizem que estará sempre presente para proteger a cidade em tempos de necessidade.
Liliana Merlo: A mais nova das Merlo, Liliana é uma mulher firme e de visão, que prefere o progresso quão duro seja e custando o que for, à soluções de guerra e violência. Suas decisões a colocaram em uma posição frágil. Por um lado, a população dos povoados menores e periféricos da nação a apóia, mas dentro de Khain ela é muito impopular devido que a população considera uma “traição ao poderio de Selvalis”. Para muitos de Khain, Liliana não passa do pior tipo de nobre, aquele que está interessado apenas em aumentar sua riqueza pessoal, não a soberania de um povo. Nos últimos meses sua atitude política se tornou mais agressiva, e muitos dizem que somente agora a nobre começa a entender o espírito flamejante do povo.
Louise Del Ademeante: Antigamente uma famosa duelista de torneios, Louise tornou-se um dos maiores símbolos da resistência da cidade quando a Frota Fantasma atacou a nação durante os períodos negros depois das Chuvas. Acompanhada por vários heróis e figuras importantes da região, ela enfrentou e derrotou Kravnos, o Almirante Lich, e desarticulou seu plano de destruição de Khain. Quando as coisas começaram a tranqüilizar, ela baixou o perfil, ainda famosa, porem agora não mais uma estrela ascendente, senão uma lenda viva que protege a cidade dos males.
Pietro Santoro: O alto sacerdote de Cassep em Khain (o termo correto é Arcebanqueiro), é um dos homens mais conhecidos da cidade por aqueles que possuem dinheiro. Seus empréstimos são cruéis, bem como, dizem, sua habilidade com a cimitarra.
Os Três Magníficos: A elite da Guarda Alessandra, Giovane, Antonio e Casimiro são conhecidos por suas incríveis proeza, assim como sua bombástica e afiada técnica com sabres. Seus feitos têm gerando um reflorescimento das trovas heróicas e nos feitos de heróis românticos tão conhecidos na cidade. O governo, é claro, apóia de bom grau estes estupendos espadachins da sua guarda.



Comidas, Festas e Artes Típicas

Khain, e Selvalis, desenvolveram uma serie de expressões folclóricas características que são imitadas várias vezes por varias outras cidades e nações.

A culinária de Khain se especializou em frutos do mar e massas, assim como em doces feitos com frutas. Lasanhas, macarronadas e comidas ricas em fibras como essas são alimento comum, substituindo muitas vezes o “Porco com Batatas” comum nas refeições dos aventureiros no norte. A comida em Khain, devido a sua geografia e riqueza fluvial, é relativamente barata.

Tortas de Maça e Pêra, geléias de uva e outras sobremesas como essa não chegam a ser incomuns, mesmo na mesa de pessoas normais. A principal comida em Khain, porem, é o peixe. Centenas de variações deste alimento são possíveis de encontrar em uma andada matinal em Khain. É considerado de mau gosto em na cidade recusar uma refeição que contenha peixe.

A cidade celebra dois festivais muito importantes: o Dia do Leviathan, que celebra o dia em que os primeiros colonos da cidade chegaram a cidade. A festa é praticamente um carnaval onde a população sai as ruas usando fantasias e mascaras, comidas são feitas e musicas são tocadas a cada esquina. Na Praça Central, os melhores bardos tocam com magias de amplificação e fogos artificiais são lançados: O melhor momento da noite é quando carro alegórico no formato de um grande navio chega com os colonos (geralmente filhos de pescadores e marujos), guiados por centenas de homens em uma elaborada fantasia do Leviathan serpenteia, guiando o barco pelas ruas de Khain ate por fim levá-los ate a praça central, onde são recepcionados com pétalas e aplausos. Esta festa ocorre no dia 15 de Io.

A segunda festa, no dia 15 de Ha, é um feriado religioso, neste dia, ainda que exista um suave clima de festa, é uma data para lembrar-se daqueles que partiram. É conhecido como o Dia do Mar. Neste dia se pede a Saranis que perdoe pelas faltas dos mortais e que proteja aqueles que irão zarpar. Musicas são cantadas lembrando os heróis do passado e danças belas são encenada. As pessoas usam cores azuis e púrpuras nesta data, e as mães, esposas e filhas daqueles que morreram no mar no ultimo ano (que geralmente são bastantes) levam barcos feitos de madeira com velas, e os soltam nos canais, que finalmente desembocam no grande Mar Interior.

A música em da cidade é uma das suas maiores expressões, músicos profissionais e bardos são muito celebrados na cidade, e não falta quem saiba tocar a gaita, violino, bandolim e flauta. As trovas sobre heróis românticos lutando contra malfeitores são as favoritas das pessoas, assim como musicas sobre paixões e danças felizes e engraçadas. Para a população, as musicas são uma forma de fugir do cotidiano e de lembrar que, apesar dos males que ocorreram nos últimos anos, a vida ainda é bela e o amor deve ser glorificado.

As pessoas me Khain são especialmente românticas. Culturalmente é bom ver um homem com sentimentos, assim como moças perdidamente apaixonadas. Esta explosão de sentimentos pode ser bizarra para pessoas de outras cidades mais fechadas, como Brrzengard ou White Reaven.

As artes literárias em Khain são menos desenvoltas, porem. Literatura heróica e erótica da cidade é conhecida, mas é muito inferior aos escritores de Elhedond ou Irritaria, por exemplo. A poesia é mais vista como um recurso para a musica, e mesmo a cidade tendo poemas épicos e de amor bastante competentes, eles são eclipsados pela sua virtude musical.


Alas da Cidade

Khain é dividida em diversas alas. Cada uma dessas alas possuem vizinhanças e distritos menores, mas um tema geral toma conta de uma ala em questão. As alas são as seguintes:
Porto Leste: A região mais ao sudeste de Khain não é uma região de água boas nem nunca foi uma região exatamente rica. Uma região de armazéns e portos, é uma das regiões que não foi repopulada e consertada ainda, e, como tal, virou um local para onde as massas pobres puderam se instalar sem ser na região sul.
Porto Oeste: Os grandes senhores do jogo em Khain vivem nesse bonito distrito com palmeiras e árvores. Suas ruas são limpas e pacíficas, e seus córregos lugar de romantismo e duelos contados nas histórias.
Ilha Central: Entre a região sobre as águas da Terra Média e o Porto Oeste, essa Ala comporta uma parte mais civil de Khain, é o berço da régia escola de navegadores e diversas outras localizações públicas.
Terra-Média: Quando alguém pensa em Khain, pensa na imagem cosmopolita, colorida, com bandeiras e córregos da Terra Média. Um distrito superpopulado por mercados, guildas e estalagens, bem como a casa da Guarda Alessandra.
Velha Khain: A velha Khain é a parte da cidade que não fica sobre as águas, já à costa, na região sul. A região que sempre foi suburbana tornou-se uma cidade morta após as chuvas. Quem vive nessa região afastada do centro são os bandidos e loucos, pois mesmo os muito pobres preferem se superlotar no Porto Leste a viver aqui.


Lugares importantes
A Praça Central: Uma grande praça situada logo próxima das docas, a praça central abriga o mercado aberto da cidade, e seus muitos produtos tanto de Alancia quanto das Nações Mercantes. O cheiro de peixe e de suor, porém, permeia todo o lugar. Quando as Chuvas caíram, a praça foi especialmente devastada, mas sua reconstrução tornou-se empenho da cidade inteira, símbolo da sobrevivência da cidade. Um chafariz com estatuas em bronze foi erguido no centro da praça para lembrar daqueles heróis que salvaram o mundo da Estrela Negra e os que ajudaram a cidade contra a Frota Fantasma.
O Sol e a Lua: Uma bela e romântica taverna, funciona também como um colégio de verdadeiros Bardos e centro de arte. Sua fama bem espalhada diz que tem a melhor comida da região.
O Posto de Troca: Chamado assim devido á sua função, o posto de troca é o centro da guilda comercial de Khain. Ficando dentro da Torre de Vigia, só é alcançável de barco, e apenas os membros da guilda mercante são permitidos entrar, com exceção dos militares. O centro político da cidade também fica nesse lugar. A torre desabou parcialmente com as chuvas, porem foi erguida como um presente de Elhedond a Selvalis pela ajuda durante os períodos negros. Os cidadãos mais orgulhosos não vêm com bons olhos este novo prédio.
A Basílica do Mar: Esta grande construção data dos primórdios da cidade. Primeiramente um prédio largo e baixo, veio sendo expandido desde então por cada geração de governantes. O lugar agora é uma construção impressionante de arcos e grandes salões pintados com motivos marinhos. A basílica foi construída para honrar e glorificar os deuses do mar e dos marinheiros, coisas consideradas quintensenciais na construção da cidade.
Os Estaleiros: Na vanguarda em construção de embarcações, os estaleiros são símbolo de orgulho nacional para Khain. O lugar é um gigantesco sistema de comportas e diques secos em que as mais finas embarcações do mar interior são manufaturadas.
A Cidade Abandonada: Parte da região sudeste da cidade, dentro do Porto Leste, agora esta abandonada, muito por causa das chuvas. Esta parte da cidade era onde se encontravam as moradias dos mais pobres, e quando as chuvas começaram a cair suas casas e palafitas desabaram. Muitos dos canais e ruas que levam até lá ainda estão obstruídos, e a população em geral, mesmo a guarda, pensa mais de duas vezes em colocar um pé por lá.
O Arsenal: O quartel general da guarda de Khain é uma imponente cidadela, rodeada de largos canais que desembarcam na Bahia do Leviatã. Este lugar também funciona como prisão para piratas, foragidos e presos políticos. Parte do locar veio abaixo com as chuvas, onde ocorreu uma incrível fuga de presos, principalmente piratas. O lugar foi reerguido e uma praça foi construída onde piratas e outros malfeitores em geral são executados pela forca.
O Salão de Duelos: Este belo e decorado salão é um dos lugares preferidos da aristocracia Khainiana, só podem entrar aqueles que têm convite e é necessário fazer uma aposta mínima (bastante alta) para poder assistir os duelos. La dentro se encontra uma espécie de ringue onde espadachins lutam entre si e contra bestas em torneios por grandes somas de dinheiro e a chance de conhecer e conviver com a nata da cidade.
A Casa di Giorgio: Este lugar é um mui belo teatro, construído após as chuvas no que sobrou de uma velha casa nobre. Uma companhia de teatro excepcionalmente boa se apresenta duas vezes por mês, encenando dramas e comedias cuja fama tem se espalhado por toda Alancia. É considerado símbolo de status freqüentar as apresentações e as exclusivas festas que as seguem.


Localizações geográficas
A Praia Doce:
A bela praia de areias brancas ao fim da baía do Leviathan é um lugar de aparência agradável e serenidade gentil. É comum que as pessoas normais da cidade venham pelo menos uma vez por mês à praia, descansar, conversar, ou simplesmente passar o tempo.
A Torre de Vigia: Uma torre única situada no centro da baía, esse edifício era uma torre de vigia em tempos antigos, reza a lenda, e atualmente serve como local de encontro da guilda mercante.
A Baía do Leviathan: O verdadeiro centro da cidade, parte da mesma invade as beiradas da baía, criando a aparência agradável da cidade. A baía em si é grande, e dizem que o grande Leviathan de Khain vem do Mar Interno para a baía a fim de defender a cidade quando necessário
O Fiorde do Leviathan: Um conjunto de ilhas médias e pequenas que coroam a baia do Leviathan que contribuem enormemente para que as águas da Bahia sejam especialmente calmas, criando um porto natural que faria o sonho de qualquer engenheiro naval. Ao mesmo tempo em que as ilhas protegem Khain das águas mais turbulentas, elas oferecem excelentes esconderijos para piratas e criminosos.


Vida Natural

A despeito da posição subtropical, graças á presença da Zona de Manifestação que congela as Montanhas de Ferro, a região de Selvalis possui um clima mediterrâneo, com verões quentes e secos e invernos úmidos cuja temperatura pode chegar a 0º C. As chuvas são intensas no inverno e no outono. A cidade de Khain tem um clima mais moderado devido a influencia do Mar Interior.

Flora:
A região é caracterizada pela grande variedade de árvores de folhas pequenas e espessas e de médio porte, em especial o cedro, oliveira e o carvalho, que são especialmente comuns na região. Vários exemplos de flora mágica também podem ser encontrados, em especial nos pântanos barrosos perto das montanhas e nos mangues doces que permeiam a costa. Flores são comuns, em especial exemplares pequenos, estratificados e coloridos, por exemplo, a Boca de Leão, e varias espécies de tulipas multicoloridas. Espécies de fungos parasitas crescem nos trocos das arvores, mas raramente chegando à estranheza ou tamanho dos colossais cogumelos de Kerra.
Cevada e trigo são plantações comuns na região, onde crescem facilmente no clima rigoroso do verão e no solo acido. Cultivos de oliveiras também são extremadamente comuns, tanto pela sua boa madeira quanto pelo alimento e óleos que brindam. Uvas, maças e peras também são plantadas mais ao sul, nas regiões mais frias, produzindo deliciosos vinhos e licores doces que são comprados relativamente baratos em toda a nação, assim como parte essencial das receitas mais folclóricas da região.
Algumas espécies características de plantas que podem ser encontradas em toda a nação de Selvalis, assim como em Khain:
Tulipas Prismáticas: é uma espécie de tulipas multicoloridas e brilhantes, são muito bonitas, e bastante cobiçadas por arcanistas, que quando coletadas e tratadas da forma correta, podem tornar-se incríveis reagentes para magias prismáticas.
Trufas de Marfim: Uma espécie rara de trufas brancas é um manjar disputado pelas mesas dos mais ricos. Elas crescem nos pântanos lamacentos esparsos pelo território Selvalês. São difíceis de encontrar, mas cada trufa pode valer ate 50 peças de ouro em determinadas épocas.
Flautas de Gnomos: Uma curiosa e às vezes perigosa trepadeira que cresce nos mangues. Suas flores vermelhas e tubulares conseguem vibra e emitir sons que podem imitar perfeitamente animais e vozes. Botânicos afirmam que mesmo a planta contendo propriedades mágicas, ela não é inteligente, e este mecanismo é somente defensivo. Este som pode confundir viajante e fazê-los entalharem nas lamacentas águas dos mangues.
Magnólia Dracônica: Uma bela e popular flor, comumente dada por namorados e utilizada por exploradores e aventureiros. Ela possui grandes e finas pétalas que se dobram de maneira muito bonita. A flor cresce nas encostas das montanhas, em terra com pedregulhos. O mais interessante destas plantas e que elas vem com as cores dos Dragões Cromáticos: Azul, Branca, Verde, Negra e Vermelha. A flor se dobra, assim como um girassol, na direção do dragão da sua cor mais próximo, inclusive se este estiver à milhas.
Bromélia Maça-Estrela: Uma das espécies mais perigosas da região. Esta planta tem um grande bulbo com afiados espinhos, que cresce sobre uma haste lenhosa, dando-lhe uma aparência muito similar a arma que lhe empresta o nome. Ao ser perturbado por um movimento ou barulho muito forte, a planta remessa estes espinhos ate 10 metros. Estes projeteis podem ferir gravemente animais e pessoas. Muitas tribos de humanóides barbarescos da região usam esta planta como armadilha contra invasores. Em lugares abandonados dentro da cidade de Khain também são encontradas.

Fauna: A região é rica em animais de médio e pequeno porte, em especial roedores como coelhos, esquilos e arminhos e varias espécies de aves predatórias como corujas e falcões também permeiam os bosques. Repteis de grande porte são incomuns, porem cobras e serpentes venenosas são facilmente encontradas nos bosques. O lugar conta com bastantes anfíbios, em especial sapos e salamandras, assim como uma miríade de espécies de besouros, grilos e borboletas, que são os insetos mais comuns na região. Mais para a costa é possível achar lobos marinhos, tartarugas e golfinhos de água doce, assim como espécies de predadores maiores como tubarões. Nas regiões montanhesas do sul a espécie mais comum é o cabrito montanhês com seus chifres em espiral característicos, assim como varias espécies de predadores draconianos. Espécies de mamíferos caçadores e ruminantes de médio porte são encontrados nas regiões centrais e nas planícies. Dinossauros são bastante incomuns na região, com exceção de algumas espécies de pterodátilos montanheses e de predadores de grande porte que vivem no o Mar Interior e ocasionalmente viajam a águas mais quentes do sul. Algumas espécies características de Selvalis e seus territórios:
Macacos do Mar: uma esquisita espécie de primatas escamados que vivem no mar são considerados pragas para os navegantes. Chegando ao máximo 30 cm de altura, estes animaizinhos sobem pelos cascos do navio para roubar coisas brilhantes e comida. Alguns magos têm macacos do mar como familiares.
Caranguejo Violinista Azul Gigante: Uma espécie muito maior do caranguejo violinista normal, estes grandes crustáceos fazem sua moradia nos mangues doces. Tem o tamanho aproximado de uma ovelha, mas podem chegar a ser muito maiores. A primeira coisa que chama a atenção sobre eles são suas pinças: uma é extremadamente desenvolvida e forte, enquanto a outra é magra, porem ágil. O golpe deste caranguejo pode quebrar o pescoço de um boi com facilidade, porem, a despeito de seu tamanho e força prefere fugir a lutar. Sua carne é deliciosa.
Grifos Espectrais: Ferozes predadores das colinas, esta espécie de grifos nativos de Selvalis são mais esguios e ágeis que seus primos do norte, e seu vôo é mais desenvolto. Notívagos, sua coloração é negra, porem seus olhos são brilhantes em tom de verde e conseguem enxergar com perfeição tanto de noite quanto de dia. Eles possuem uma incrível habilidade de misturar-se as sombras enquanto voam. Ginetes treinados conseguem se aproveitar desta habilidade durante os vôos, quando conseguem treinar um destes grifos, é claro.
Besouro Tarrasque: uma espécie de insetos da ordem Coleoptera Titanis, este enorme besouro tem uma carapaça laranja fosca, e possui chifres que lembram muito ao mítico behemoth Tarrasque. Eles se alimentam de espécies de fungos comuns nos pântanos de Selvalis, que é seu habitat natural. Besouros Tarrasque podem ser treinados como montarias e são o meio de transporte ideal em áreas lamacentas como os pântanos.
Dragão de Outono: Uma espécie predatória de dragão, eles lembram a primeira vista a pequenos tiranossauros, de 1,5 mts de altura, porém suas características draconianas são prontamente distinguíveis. Habitam as saias das montanhas de ferro em cavernas e grutas seca. São caçadores grupais, similares em comportamento e inteligência a lobos e é durante o outono a época onde se registram mais ataques destas criaturas, pois é sua época de acasalamento, e eles procuram bastante alimento para hibernar durante o inverno enquanto suas crias encubam protegidas pelo corpo dos adultos.
Suas poderosas patas os fazem saltadores fenomenais e velozes corredores, e possuem baforadas poderosas. A maioria dos Dragões de Outono tem combinações de listras de cores metálicas e bases cromáticas em cores muito bonitas. Suas peles são muito valiosas.
Borboletas do Raio: Uma espécie muito útil de borboleta cor azul metálica com padrões amarelos nas asas. Para os entendidos, estas criaturas são uns dos pilares da riqueza de Khain e Selvalis: enquanto transmuta-se de larva a borboleta, elas tecem casulos com uma seda firme e impermeável que torna-se matéria prima para as velas dos navios. Dizem às lendas que estes insetos foram presentes da Deusa da Tempestade aos navegantes de Selvalis.

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