Cenário - Hamask  

Posted by Diego Erik in



Cenário - Hamask

A Cidade das Portas é um ambiente caótico, cosmopolita e diversificado, amado por mercantes, mercenários e bandidos, mas também pelo bom povo simples que vive dentro de suas muralhas. A cidade é um centro mercante e portuário, com acesso a rio para a Terra dos Vales e um dourado portão de entrada para o Reino Unido, comandando um das poucas baías de tamanho significativo na Costa do Chifre Vermelho. Após Hamask o único porto de tamanho decente é Lovrik mais ao Oeste, menor, menos influente e ainda pior, sob as leis severas, especialmente as fiscais, da grandiosa Leiriturth.

Originalmente a cidade fora construída sobre o Elevado das Dores, com posição vantajosa sob a baía abaixo. A cidade-estado crescera desde sua fundação, com cada vez mais construções e distritos, e com eles novos muros, expandido-se à partir das docas e nas partes baixas. Hoje a cidade é dividida em três partes principais, as Docas; o Elevado, a região original da cidade murada, lar de guildas, mercantes, soldados e nobreza; e o Baixo, a região em constante expansão à partir dos muros originais, uma vista de vilas com ranchos, pequenas fazendas e vizinhanças de pouca reputação.

O governo da cidade reconhece oficialmente 10 distritos, um das Docas, Quatro no Baixo e cinco no Elevado. Cada um desses distritos tem sua própria atmosfera, personalidade e habitantes, mas mais importante, possui seus próprios representantes locais perante o Conselho dos Cinco e o Vice-Rei.


O Elevado

Os nobres, mercantes, artesãos, bem como o centro de governo Hamaskiano são enconrados no Elevado. Nessa região que podem ser encontrados seus mais prestigiosos centros de aprendizado e artes, negócios influentes, a sede das grandes guildas, bem como belos prédios, praças e avenidas largas e apropriadas para o comércio.

O Elevado evoluíra de ser a totalidade da pequena cidade-estado onde os Thaar poderiam se defender para ser o coração cultural da cidade. Suas largas muralhas foram mantidas mais como uma lembrança e sinal de status; seus portões defensivos foram a muito removidos e substituídos por largos portais permitindo passagem de cavalos e vagões. Hoje seus muros servem para defender apenas a sensibilidade da burguesia e nobreza da corrupção óbvia e suja do Baixo.

Crista do Vento: Coloquialmente chamada de Crista, é o distrito onde os mais ricos e influentes vivem. Separado mesmo do resto do Elevado por suas muralhas decoradas, poucas ruas importantes entram pelo elegante distrito. Na ponta do distrito, com visão privilegiada para a baía, descansa o Palácio Hamask, moradia do Vice-Rei Algron Vogarra.
Encruzilhada Dourada: Os residentes da Encruzilhada dourada tem apenas um pouco de prestígio a menos do que a Crista do Vento. O distrito é um centro cultural com bares, salões de guilda e belas praças, bem como a famosa Casa da Madame Milen.
Distrito Capital: Cercando a central Praça do Acordo ficam as fachadas esculpidas de belos prédios que servem como a arena política e governamental de Hamask. O Conselho dos Cinco encontra-se com o Vice-Rei na prefeitura, e qualquer um desejando falar com os governantes deve lidar primeiro com seu pequeno exército de nobres e burgueses procurando favores, bem como seus secretários.
Vizinhança do Escudo: O maior distrito do Elevado costuma ser dividido em dois ou mais por seus moradores, artesãos e mercantes influentes, membros de guilda e nobreza menor. Restaurantes, lojas elegantes, negócios diversos e o centro de guildas que afetam toda Alancia, como o Consórcio Kerraniano e a Ordem Paragnóstica encontram-se nesse distrito. É também onde ficam os templos mais influentes da cidade, incluindo os templos do Mercante, Pai Sol e a Enigmática.
Vizinhança do Arco: O menor distrito do Elevado, é localizado próximo as muralhas que levam para o Baixo. É lar de muitos artesãos e mercantes de influência mediana, novos ricos que conseguiram abandonar o Primeiro Círculo. Apesar dessa posição é um distrito com muitas casas vazias; muitos mercantes de outras terras, embaixadores e nobres visitantes possuem propriedades na região, que ficam fechadas a maior parte do ano.


O Baixo

A maior parte da classe trabalhadora de Hamask vive no baixo, que contém não apenas armazéns e docas, mas grandes mercados para os rancheiros e fazendeiros, ondas de trabalhadores de um lado para o outro, e o verdadeiro coração de toda indústria Hamaskiana. É também onde o Sindicato, o consórcio parcialmente pacífico dos mais influentes chefes do crime da cidade, tem maior influência, em seu negado mas conhecido acordo em manter o Elevado calmo.

O Baixo é dividido em quatro distritos principais, ou Círculos. Um círculo nada mais é do que quando a cidade cresce e cada vez mais moradores erguem suas casas, lojas e industrias do lado de fora das muralhas; eventualmente os governantes da cidade erguem uma nova muralha para proteger essa população. Originalmente toda a população da cidade vivia dentro das muralhas originais que hoje formam o Elevado; com o tempo porém os menos abastados foram progressivamente sendo empurrados para fora.

1° Círculo: O distrito mais rico além do Elevado, o 1° círculo é lar de diversos artífices de bem, membros de guilda, e nobres que preferem viver mais perto do trabalho, das pessoas ou da beleza do mar. Em tempos antigos a larga avenida que levava do porto até os portões da cidade possuía nada mais do que postos de guardas e coletores de impostos; o distrito surgira das lojas, estalagens e casas daqueles que atendiam os viajantes que não desejam entrar na cidade, e eventualmente crescera o suficiente para ser um distrito próprio. As regiões mais próximas da Avenida Central são mais vibrantes, com diversos bares, bordeis e locais de entretenimento para viajantes e moradores, incluindo a Gaiola de Ferro e a Taverna do Sol Nascente.
2° Círculo: A entrada de Hamask para os mercantes e caravanas vindos por rio ou pelas estradas dos Vales, o 2° círculo é bem menos refinado que o primeiro. É uma região de trabalhadores braçais, fazendeiros e famílias simples, onde a maior quantidade de indústrias de Hamask é localizada, de fundições e tintureiros à fazedores de vidro ou de alvejante, bem como os diversos trabalhadores que as alimentam. Apesar de seu tamanho distrito recebe poucos fundos para manter-se, e o semblante de ordem é mantido pelas forças do Sindicato.
3° Círculo: Um ninho de dissidência e indignação política, o 3 círculo é repleto de um espírito livre e rebelde entre seus moradores de classe baixa. Muitos são fazendeiros, mineradores, carregadores e outros trabalhos braçais, mas que ainda assim possuem um orgulho Thaar feroz. Os moradores dos cortiços e vizinhanças orgulham-se de sua independência e de suas próprias milícias, e gostam de considerar-se uma comunidade à parte. De fato, o 3° círculo poderia ser contado como fora da cidade; apenas aqueles que entram ao 2° círculo precisam pagar pedágio para entrar na cidade.
O Fora: Todos os círculos um dia foram O Fora, antes da cidade crescer ainda mais. Apenas os mais pobres trabalhadores da cidade fazem seus lares nesse emaranhado de casebres e becos chamado de Fora. Trabalhadores temporários, os miseráveis, doentes e abandonados vivem no terreno lamacento e sem ajuda da cidade, governados por Kassimir Rarakos, o Rei dos Ladrões.


O Porto

Casas de jogos sombrias, bordéis pobres, e tavernas infestadas de baratas competem com casebres simples e o vulto de grandes armazéns e estaleiros no distrito mais perigoso de Hamask. As docas de Hamask não fazem parte real da cidade; navios não pagam impostos por chegar em suas águas, e sim por usar seu serviços; aportar, transferir mercadoria entre navios, ter armazéns; todos esses serviços são taxados pela cidade, bem como uma taxa por cada mercadoria que é embarcada, e não descarregada.

O interesse do estado está apenas em cobrar os impostos e proteger o comércio; qualquer morador permanente que deseje tentar sua sorte, como trabalhadores de estaleiro, prostitutas e leões de chácara o fazem à sua própria sorte; não há uma guarda exceto nos prédios públicos, que também são protegidos pelo interesse comum do Sindicato.

Enquanto alguns poucos campeões do governo de Hamask eventualmente surgem clamando que a cidade deveria controlar esse antro de perdição, a maioria sabe que esse ambiente, que tanto favorece bandidos, ladrões, contrabandistas, escravistas e tudo o que os Thaar tem de pior para oferecer, é essencial para manter o apelo da cidade. Outros povos esperam encontrar um buraco sujo em que os Thaar permitem de tudo; o Porto fornece isso.


Organizações
Cavaleiros do Corno: Dizem que não há honra entre os Thaar, que todos são furtivos e bandidos. Isso é uma tolice sem tamanho, especialmente quando se encara um verdadeiro Cavaleiro do Corno. Esses campeões são depostos de toda e qualquer posse e posição social, recebem novos nomes e títulos, e vivem uma vida de servidão e ascetismo. Sua genialidade estratégica e ferocidade em combate fazem jus aos Demônios de onde os Thaar vieram.
Conselho dos Cinco: Após diversos assassinatos, nas últimas duas gerações a identidade dos membros do Conselho dos Cinco é secreta. Dizem que as máscaras que usam em seus encontros foram encantadas por feiticeiros sombrios para serem impermeáveis à magia. Não apenas isso, mas as lendas contam que seu poder faz com que o usuário simplesmente não seja lembrado; nem que ele tentasse dizer ser um dos membros ninguém se lembraria disso. Nem todos na cidade são contentes com isso, pois é bem possível que os conselheiros sejam fantoches controlados por alguém; por outro lado críticos apontam que isso seria verdade independente de máscaras, e que as máscaras mágicas acabaram com uma infeliz série de “acidentes” que recaíram sobre conselheiros anteriores.
Patrulheiros Reais de Hamask: Os heróis do povo de Hamask, os Patrulheiros Reais são uma ordem militar dedicada à proteção das fronteiras e do ermo. Seus oficiais preparam emboscadas contra corrompidos, alertam sobre invasões e em geral mantêm  ermo seguro. Apesar de pouco conhecidos pelos seus feitos da Cidade, são famosos pelo campo e pelas rotas de comércio. Mostrar o chapéu de patrulheiro é o suficiente para conseguir uma refeição quente e um lugar para dormir na maioria das fazendas e estalagens da região.
Rota Escarlate: Há bondade e decência entre os Thaar. Essa pequena organização secreta enfrenta todo tipo de escravidão em Hamask e nos Vales próximos, oferecendo apoio à todos que quebraram os grilhões de seus mestres, de ex-gladiadores a servos presos por contrato.


Sindicato
O sindicato não é um poder monolítico como alguns estrangeiros imaginam, e sim uma coalizão, um consórcio, de chefes e figuras influentes do crime organizado. Não é qualquer ladrão que é parte do Sindicato, apenas os inteligentes, malvados e que em geral comandam os inferiores que conseguem respeito suficiente de seus pares para entrar no rol do armistício; pois é isso que o Sindicato é, uma forma de criminosos de alto nível evitarem entrar nos negócios uns do outros e gerarem um constante banho de sangue nas ruas.

Algumas das figuras mais proeminentes são as seguintes:

Anjo: Seus colegas do sindicato não conhecem o rosto do mestre assassino, que age através de seu assecla Morregrar. Seus homens são espiões, ladrões e assassinos, muitos deles agentes duplos. Poucas coisas importantes ocorrem na cidade sem seu conhecimento, e poucas pessoas de valor morrem sem seu envolvimento.
Capitão Serengar: Esse pirata Thaar de idade avançada deixara os navios para controlar um império de comércio marítimo e contrabando em geral, bem como uma relaxante casa de banho e massagem (mas não prostituição) no 1° círculo. Se vem de terras exóticas e é proibido ou pertence a alguém, é a figura certa a se procurar.
Dahria Chifregriz: Conhecida como Embaixatriz, a condessa possui informantes pela cidade inteira, pelo reino unido e até tão longe quanto Yldreath e Dalant. Seus preços são caros, e suas informações são vendidas apenas à uma cartela específica de clientes. A melhor forma de conseguir suas graças é sendo apadrinhado.
Margos Atruraam: Membro da família Vorar, o conde controla o contrabando de entorpecentes, drogas de luxo e outras substâncias geralmente proibidas no reino unido ou, mais raramente, em Hamask. Seus negócios rendem rios de dinheiro, e seus quebradores de joelhos são famosos pela cidade.
Rakkor Dentelongo: O único Raksha membro do Sindicato, controla rinhas de luta e aposta, grupos de “resolvedores de problemas” e homens fortes em geral. De apetites vorazes e comportamento irritadiço, é ainda assim um dos mais interessados na relativa paz; e um dos primeiros a convocar guerra em quebradores do status.
Rei dos Ladrões: Esse thaar magricela e de aparência suja tem praticamente todos os ladrões, assaltantes, meretrizes de rua e mendigos dentro de seu bolso e, supostamente, debaixo de sua proteção. É a figura a se procurar quando se está atrás daquela “pessoa especial” para levar para sua casa numa ilha do mar interno, ou para uma diversão mais exótica que não levante suspeitas nem deixa corpos.
Vaca Atolada: Outro vendedor de informações, vaca atolada também trabalha com o comércio de pessoas. Seu principal comprador são as arenas e mercados da Cidade de Prata, sempre em busca de gladiadores ou concubinas exóticos. O Thaar fora um escravo em Rosetta em sua infância, tendo sido particularmente marcado com ácido no rosto. Algumas histórias dizem que devorara a garganta de sua mestra, outras que subira na sociedade e a vendera como gladiadora.

This entry was posted on sábado, setembro 05, 2015 at 00:08 and is filed under . You can follow any responses to this entry through the comments feed .

2 comentários

Excelente descrição! Está tão completa que é possível montar aventuras inteiras usando a cidade como base. Meus parabéns!

5 de setembro de 2015 00:55
Anônimo  

Perfeito, por favor continua com a descrições de cidades, faz de Brzengard seria ainda mais foda

1 de abril de 2016 18:32

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